O tempo é uma das maiores riquezas de que dispomos, uma moeda valiosa e não renovável. No entanto, vivemos em uma era onde essa preciosidade é frequentemente consumida por atividades que não trazem benefício ou satisfação. Pesquisas recentes revelam um dado alarmante: atualmente, a média de tempo que uma pessoa passará olhando para telas de dispositivos móveis como celulares e tablets é de quase 8 horas por dia. Projetando esse comportamento ao longo de uma vida de 75 anos, significa, que, aproximadamente, 20 a 25 anos serão “perdidos”.
É importante nos questionarmos como estamos utilizando esse tempo. Se uma pessoa não usa essas horas para aprender, enriquecer culturalmente e crescer como ser humano, então é provável que esteja desperdiçando uma quantidade enorme de sua vida.
A reflexão é inevitável. Se fosse possível, você faria o que para recuperar esse tempo a fim de passá-lo ao lado das pessoas que ama? A resposta a essa pergunta revela nossas prioridades e valores. Essa tecnologia é importante mas, muitas vezes, nos afasta daqueles que estão fisicamente próximos, enquanto nos conecta com o mundo virtual de maneira superficial.
Uma outra curiosidade do estudo. Você sabia que as pessoas têm gastado três vezes mais tempo fazendo coisas que não gostariam de estar fazendo? Que fazer um teste? Pergunte a alguém sobre uma experiência que acabara de fazer, e muitas vezes a resposta será que aquilo não lhe fez bem. Vivemos em uma sociedade viciada em querer, mas não necessariamente em gostar. Essa distinção é clara em situações como a dos frequentadores de cassinos: a maioria não está feliz, mas continua jogando repetidamente. Isso sugere uma busca incessante por gratificação instantânea, mesmo que efêmera e insatisfatória.
Não me atrevo a taxar se uma pessoa está desperdiçando o seu tempo ou não. O intuito é levantar luz sobre o rolo compressor do cotidiano que, sem percebermos, nos faz estar diante das telas digitais a procura de um ópio para liberar nossa serotonina mas que acaba por liberar o cortisol.
O que poderíamos fazer para aproveitar a nossa estadia neste plano de maneira mais consciente, e dando valor ao que realmente importa? Um bom caminho seria começar estabelecendo prioridades que reflitam valores pessoais e objetivos de vida, além de tentar limitar o tempo gasto em atividades digitais que não agregam valor.
Ao refletir sobre tudo isso chego a uma única constatação: O que perdemos não é o tempo, é vida.









