Manaus | 18 de julho de 2026 | 18:26:00

Alcolumbre mantém PEC do fim da escala 6×1 parada e votação pode ficar para depois das eleições

O Senado Federal entrou em recesso sem dar início à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados há quase dois meses, mas permanece sem avançar para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeira etapa necessária para sua análise na Casa.

O texto busca reduzir gradualmente a carga horária dos trabalhadores brasileiros em um prazo de até 14 meses, mantendo a jornada diária máxima de oito horas e permitindo ajustes por meio de acordos e convenções coletivas. A medida é defendida por centrais sindicais e integrantes do governo federal, que argumentam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida, a saúde mental e a produtividade dos trabalhadores.

Apesar disso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não indicou quando a proposta será encaminhada para análise. Como o segundo semestre será marcado pelas eleições, existe a possibilidade de que a discussão seja adiada para depois do pleito.

Nos bastidores, o tema divide opiniões. Representantes do setor produtivo afirmam que a redução da jornada pode aumentar custos para empresas e impactar diversos setores da economia. Já defensores da proposta argumentam que a medida acompanha transformações do mercado de trabalho e pode gerar benefícios sociais de longo prazo.

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que a mudança poderá elevar os custos trabalhistas em alguns setores, mas também destaca que os impactos tendem a ser absorvidos ao longo do tempo, assim como ocorreu em outras mudanças na legislação trabalhista.

Com o recesso parlamentar e o calendário eleitoral reduzindo o número de semanas de votação no Congresso, a PEC do fim da escala 6×1 segue sem previsão concreta para avançar, mantendo a expectativa de milhões de trabalhadores que aguardam a análise definitiva da proposta.

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