Manaus | 4 de junho de 2026 | 09:47:34

Inflação na Argentina volta a subir e chega a 271,5% em 12 meses

Em junho, a inflação na Argentina atingiu 4,6%, conforme revelado pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) publicado nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) do país. Com este resultado, a taxa anual de aumento de preços alcançou 271,5%.

Este número representa uma reversão após cinco meses consecutivos de desaceleração, superando os 4,2% registrados em maio por 0,4 ponto percentual (p.p.). No acumulado do primeiro semestre de 2024, a inflação totalizou 79,8%.

O setor que mais impactou os consumidores foi Habitação, Água, Eletricidade, Gás e outros combustíveis, com um aumento de 14,3% no mês. Em seguida, destacaram-se os aumentos em Restaurantes e Hotéis (6,3%), Educação (5,7%), Recreação e Cultura (5,6%) e Comunicação (5,3%).

Sob a liderança do presidente ultraliberal Javier Milei, a Argentina enfrenta uma significativa desregulação econômica, com redução de gastos e eliminação de subsídios. Desde sua posse em dezembro de 2023, Milei optou por congelar obras federais e cortar repasses para os estados, em uma tentativa de controlar as finanças públicas.

Adicionalmente, o governo suspendeu os subsídios para tarifas de água, gás, eletricidade, transporte público e serviços essenciais, o que inicialmente resultou em um aumento substancial nos preços ao consumidor.

O país já estava sofrendo uma recessão econômica severa, e as medidas de ajuste fiscal possibilitaram um superávit no primeiro trimestre de 2024, o primeiro desde 2008. O objetivo do governo é alcançar um “déficit zero” até o final do próximo ano.

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