Manaus | 29 de julho de 2026 | 02:04:42

Sogra suspeita de matar nora afirma que envenenamento foi acidental

A aposentada Elizabete Arrabaça, de 68 anos, é suspeita de matar a nora, Larissa Rodrigues, com veneno de rato em Ribeirão Preto (SP). Em carta escrita à mão e entregue pela defesa ao inquérito, Elizabete afirma que a morte foi acidental e nega qualquer intenção de matar a professora.

Segundo a versão apresentada por ela, Larissa teria ingerido um comprimido de omeprazol que estava contaminado com veneno de rato, sem saber. A sogra afirma ainda que o medicamento pertencia à cunhada da vítima, Nathalia Garnica irmã do marido de Larissa , que também morreu cerca de um mês antes, em circunstâncias ainda não completamente esclarecidas.

A defesa alega que nem Elizabete nem Larissa sabiam que o remédio estava envenenado. O Ministério Público de São Paulo, no entanto, aponta evidências que podem indicar premeditação. Entre elas, estão registros de que a sogra pesquisou na internet sobre “chumbinho”, um pesticida altamente tóxico, popularmente usado para envenenamentos e cuja venda é proibida no Brasil.

A Promotoria sustenta que há indícios consistentes para enquadrar o caso como homicídio doloso, ou seja, com intenção de matar. A carta de Elizabete será analisada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A Polícia Civil segue investigando a sequência de mortes na família.

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