A declaração de bens do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, trouxe novos desdobramentos para a investigação que apura a origem de R$ 468,7 mil encontrados em sua residência durante operação da Polícia Federal.
Na prestação de contas apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o parlamentar informou possuir R$ 500 mil em dinheiro em espécie, afirmando que o valor corresponde ao montante apreendido e que teria origem em uma negociação imobiliária legal.
O caso, porém, segue sob análise das autoridades. Investigadores apontam inconsistências documentais e financeiras relacionadas à movimentação dos recursos, levantando dúvidas sobre a comprovação da origem do dinheiro.
A apreensão ocorreu no contexto de investigações conduzidas no Supremo Tribunal Federal (STF), que apuram possíveis irregularidades envolvendo desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e uso de verbas parlamentares.
Segundo informações do processo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) questiona a documentação apresentada para justificar os valores e considera que ainda não há comprovação suficiente da origem lícita do montante apreendido.
Diante das suspeitas, o STF autorizou novas diligências, incluindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Enquanto isso, a defesa de Sóstenes sustenta que os recursos são legais e afirma que a declaração ao TSE demonstra transparência patrimonial.
O caso continua em investigação e deve ter novos desdobramentos nos próximos meses.






