Um campo de gás natural situado em Silves, no interior do Amazonas, tornou-se um dos pilares da segurança energética da Região Norte mas essa realidade nem sempre foi assim. Vendido pela Petrobras por um valor considerado simbólico, o campo hoje opera sob controle da empresa Eneva e se transformou em um ativo estratégico para o Brasil.
Na época da negociação, a Petrobras optou por se desfazer do campo como parte de seu plano de reestruturação e foco em áreas do pré-sal. Considerado de baixa rentabilidade, o local foi repassado à iniciativa privada. No entanto, com investimentos em tecnologia, infraestrutura e logística, a nova operadora descobriu reservas com potencial muito maior do que se estimava.
A produção atual do campo abastece usinas termelétricas responsáveis por fornecer energia a estados como Amazonas, Roraima e parte do Pará, regiões que historicamente sofrem com instabilidade no fornecimento de eletricidade.
O sucesso do empreendimento traz à tona uma discussão recorrente: até que ponto a política de desinvestimento da Petrobras tem avaliado corretamente o valor estratégico de seus ativos, sobretudo em regiões remotas e com baixa atratividade inicial para grandes investidores? Além de garantir estabilidade energética, a operação impulsiona a economia local, gera empregos e contribui para a interiorização do desenvolvimento no Amazonas um feito que chama atenção tanto no setor energético quanto na esfera política.




