A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) suspendeu as aulas presenciais nesta quinta-feira (19) e sexta-feira (20) em Manaus e nos municípios do interior do estado, devido à má qualidade do ar. A medida foi tomada após a poluição atmosférica atingir níveis críticos em algumas áreas, causados pela nova onda de fumaça decorrente das queimadas.
Em Manaus, o monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) registrou 207 µg/m³ de partículas no ar em um bairro da Zona Sul nesta quinta-feira, um valor bem acima do limite considerado seguro. A UEA justificou a suspensão das atividades pelos elevados índices de poluição, que ultrapassaram os 125 µg/m³ em diversas regiões. Para ser considerado de boa qualidade, o ar deve apresentar entre 0 e 25 µg/m³.
A UEA informou que as atividades acadêmicas continuarão remotamente, a fim de evitar prejuízos à saúde dos estudantes e funcionários. A instituição também recomendou o uso de máscaras PFF1, PFF2 ou PFF3 em ambientes externos durante os episódios de fumaça, ou, na falta dessas, ao menos máscara cirúrgica. Além disso, reforçou a importância de manter a hidratação.
Nova onda de fumaça
Esta é a segunda onda de fumaça em um intervalo de dez dias, provocada pelas queimadas que se intensificaram durante a estiagem. O estado enfrenta um cenário ambiental crítico, com todos os 62 municípios declarados em estado de emergência. Somente entre 1º e 18 de setembro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 5.033 focos de incêndio no Amazonas, agravando a situação ambiental e de saúde pública.





