A companhia aérea TAP Air Portugal voltou ao centro de uma polêmica ao recusar o embarque de Teddy, cão de suporte emocional de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mesmo diante de uma autorização judicial. Após a negativa, a empresa cancelou o voo inteiro, deixando todos os passageiros em solo.
A história teve início quando o médico Carlos Sá tentou embarcar com sua filha de 12 anos e Teddy, o cão treinado para oferecer suporte emocional à menina. A TAP se recusou a permitir o embarque do animal, alegando normas internas e de segurança. A criança embarcou sem o cão, que permaneceu em solo.
Posteriormente, a filha mais velha do médico obteve uma decisão judicial autorizando o transporte de Teddy para reencontrar a irmã. Com todos os documentos e a ordem da Justiça em mãos, ela tentou embarcar com o cão. A TAP, no entanto, se recusou novamente a permitir o embarque do animal, ignorando a decisão judicial.
Diante do impasse, a TAP optou por cancelar o voo completamente, prejudicando não apenas a passageira e sua família, mas todos os passageiros da aeronave. O episódio gerou revolta e questionamentos sobre a conduta da empresa frente a decisões judiciais.
Não é a primeira vez que a TAP se envolve em uma controvérsia desse tipo. Em 2023, a empresa barrou o embarque de um cão-guia de uma atleta paralímpica, o que acabou gerando um prejuízo operacional estimado em R$ 3,2 milhões. Agora, a história se repete mas com o agravante de uma ordem judicial ignorada.






