A empresária e reitora Professora Maria do Carmo (PL), única mulher a se apresentar como pré-candidata ao Governo do Amazonas até o momento, destacou nesta terça-feira (30) dados sobre a desigualdade de gênero no mercado de trabalho e nos espaços de poder. Durante sua fala, ela afirmou que “todo mundo sente, mas quase ninguém fala em voz alta”, ao se referir às diferenças enfrentadas pelas mulheres no dia a dia.
Segundo a pré-candidata, mais da metade das pessoas que trabalham no país são mulheres, mas, mesmo assim, elas continuam minoria nos cargos de liderança, tanto no setor público quanto no privado. “Quando chegamos aos espaços de decisão, continuamos sendo minoria”, declarou.
Maria do Carmo também chamou atenção para a diferença salarial entre homens e mulheres. “A cada R$ 10 que um homem recebe, uma mulher recebe pouco mais de R$ 7, mesmo fazendo o mesmo trabalho”, criticou.
Outro ponto destacado foi o trabalho doméstico, que, segundo ela, segue sendo desigual e pouco valorizado socialmente. De acordo com os dados apresentados, de cada dez horas dedicadas às tarefas do lar, sete são realizadas por mulheres e apenas três por homens. “É um trabalho cansativo, mas que ainda não é reconhecido pela sociedade patriarcal”, afirmou.
Para Maria do Carmo, as mulheres têm papel central também na movimentação da economia. “Somos nós que decidimos o que consumir, onde consumir. E muitas vezes fazemos o milagre de esticar um dinheiro já tão apertado”, disse.
A pré-candidata encerrou sua fala com uma mensagem de incentivo às mulheres, defendendo maior participação feminina nas estruturas de poder. “Somos nós que movemos o lar, a economia e a sociedade. Está na hora também de movermos as estruturas que insistem em nos limitar. Diante de tudo isso, está na hora de uma mulher botar ordem na casa. Mudar é urgente e mudar só depende da gente”, declarou.





