A seca intensa que atinge o Amazonas está afetando gravemente o transporte de cargas, especialmente no Porto da Ceasa, em Manaus. Na manhã desta sexta-feira (04), o Rio Negro registrou a marca de 12,66 metros, o menor nível já observado, superando a seca de 2023. Esse cenário tem causado longas filas de caminhões, com caminhoneiros aguardando mais de cinco dias para atravessar o rio por meio de balsas.
Com os rios em níveis cada vez mais baixos, as balsas que fazem o translado de caminhões pelo Rio Negro estão enfrentando dificuldades operacionais, impactando diretamente o fluxo de mercadorias e, por consequência, a economia local.
A situação se agravou ainda mais com a interrupção da rota hidroviária no Rio Madeira, forçando transportadores a utilizar o Porto da Ceasa como principal alternativa para acessar municípios da região metropolitana de Manaus e Porto Velho, em Rondônia. No entanto, a travessia tem sido demorada, resultando em grandes congestionamentos e transtornos para os caminhoneiros que dependem da rota para o transporte de mercadorias.
A crise hídrica segue prejudicando a logística e as operações na região, com expectativa de que a situação só melhore após o início do período de chuvas.





