Após um período de 99 dias de quedas consecutivas, o nível do Rio Negro começou a subir novamente no domingo (13). O registro do Porto de Manaus desta segunda-feira (14) apontou um aumento de 2 centímetros, elevando o nível para 12,13 metros, uma leve recuperação após atingir 12,11 metros na quarta-feira (9) — a menor marca em mais de 120 anos.
A seca mais grave em décadas
O Rio Negro, considerado o maior afluente da margem esquerda do Rio Amazonas e o sétimo maior rio do mundo em volume de água, passou por uma das secas mais severas já registradas. Embora o ciclo de cheias e vazantes seja natural na região amazônica, as estiagens dos últimos dois anos atingiram níveis históricos, provocando impactos sociais e ambientais significativos.
Comunidades isoladas e impacto na navegação
Com a seca extrema, várias áreas se tornaram intransitáveis para embarcações, comprometendo a principal forma de transporte e deixando comunidades ribeirinhas isoladas. Sem acesso a serviços essenciais, como alimentos e medicamentos, os moradores enfrentam graves dificuldades. Além disso, a baixa no nível dos rios afeta a economia local, restringindo o transporte de mercadorias e prejudicando atividades como a pesca e o turismo.
Especialistas alertam que a estiagem prolongada é um reflexo da crise climática e do fenômeno El Niño, que influencia diretamente o regime de chuvas na Amazônia. O monitoramento do nível do rio continua, com a esperança de uma recuperação gradual nas próximas semanas.








