Dias antes de ser brutalmente assassinada, uma mulher publicou nas redes sociais uma frase que hoje soa como um eco trágico: “Que sorte eu tenho.” A mensagem, que parecia celebrar o relacionamento com o companheiro, antecedeu o desfecho de uma história marcada por um ciclo silencioso de violência doméstica.
Segundo relatos de familiares e amigos, o casal mantinha uma aparência pública de harmonia, mas havia sinais de controle, ciúme e episódios anteriores de agressividade. A vítima, que será preservada neste texto por respeito à memória e à família, foi morta dentro de casa, com indícios claros de feminicídio — crime motivado por gênero.
A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso. O autor do crime, identificado como o próprio marido, foi detido e responderá por homicídio qualificado por motivo torpe e feminicídio. A promotoria também analisa se havia registros anteriores de ameaça, constrangimento ou denúncias formais feitas pela vítima.
O episódio reacende o alerta para os milhares de casos semelhantes que ocorrem no Brasil país que figura entre os que mais matam mulheres no mundo por razões de gênero. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é vítima de feminicídio a cada 7 horas, e a maioria dos crimes é cometida por parceiros ou ex-companheiros.







