O prefeito de Parintins, Bi Garcia, destinou R$ 618,4 mil para cobrir os custos com os jurados do 57º Festival Folclórico de Parintins. A iniciativa faz parte do Pregão Presencial nº 076/2023, que visa a operacionalização da logística desses profissionais durante o evento, conhecido por sua tradicional rivalidade entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido.
O Extrato de Contrato nº 39/2024, assinado pelo prefeito no dia 21 de junho, formaliza o investimento. No entanto, o documento não especifica os detalhes sobre a logística adotada pela Prefeitura ou os trajetos percorridos pelos jurados.
A importância dos jurados no festival é inegável, já que sua decisão final determina o vencedor da disputa acirrada entre os dois bois.
O espetáculo envolve 21 itens, que são divididos em blocos, de acordo com suas características. O Bloco A compreende quesitos comuns e musicais; o Bloco B, itens relativos à cenografia e coreografia; e o Bloco C reúne a parte artística do evento.

Quem são os jurados deste ano?
Da esquerda para a direita (fileira superior) Reinaldo Manoel, Marco Scarassat, Camila Uchoa, Beto Brandão, Sérgio Torrente, (fileira inferior) Ana Caroline Amorim, Chico Saraiva, Liana Gesteira, Carolina Martins e Ferran Tamarit.
Beto Brandão – Presidente da Comissão Julgadora. Cientista social, filósofo e administrador com pós-graduação em Antropologia, Etnologia Indígena, Música e Artes Visuais. Possui 18 anos de experiência como jurado na Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (LIGA SP) e 22 anos como jurado do Grupo Especial da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA RJ).
Chico Saraiva – Violonista, pesquisador e tocador de viola machete, integrante do grupo A Barca e compositor. Atualmente reside em sua ilha natal, Florianópolis (SC), onde está cursando doutorado.
Ferran Tamarit – Músico, percussionista e arte-educador hispano-brasileiro residente no Rio de Janeiro desde 2014. Etnomusicólogo, professor e pesquisador, Ferran estuda há mais de 15 anos as principais manifestações populares da cultura e do folclore afro-indígena no Brasil, América Latina e Caribe.
Marco Scarassat – Artista sonoro, improvisador e compositor. Professor e pesquisador na área de Composição Musical da Escola de Música da UFMG. Marco desenvolve a pesquisa “Escutas do fim do mundo, Música e Arte Sonora no Antropoceno” como professor da pós-graduação em Música.
Sergio Torrente – Artista popular e arte-educador, criador do projeto Circuito Arte Móvel. Viaja há mais de quatro décadas pelas estradas do Brasil, Chile, França e Argentina. Pesquisador e incentivador da valorização da cultura popular local, Sergio busca despertar o sentimento de pertencimento e valorizar a reunião familiar e comunitária.
Reonaldo Manoel Gonçalves – Professor/formador da rede pública municipal de ensino de Florianópolis. Discípulo do mestre cantador de Bois de Mamão Zé Benta (in memoriam) e da professora de teatro comunitário da Universidade do Estado de Santa Catarina, Márcia Pompeo Nogueira (in memoriam).
Liana Gesteira – Artista da dança, pesquisadora, crítica cultural e professora substituta da graduação em Dança da Universidade Federal de Uberlândia. Graduada em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, mestre em Dança pela Universidade Federal da Bahia e atualmente cursando doutorado na UFBA.
Ana Caroline Amorim Oliveira – Antropóloga e professora do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (Pgcult) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Pesquisadora com ênfase nos povos Ramkokamekra/Canela, Tentehar/Guajajara e Anapuru/Muypurá.
Camila Uchoa – Graduada em História da Arte pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atuou como assistente de artistas nas áreas de fotografia e figurino e atualmente é professora substituta no Departamento de Teoria e História da Arte do Instituto de Artes da UERJ.
Carolina Martins – Doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Possui mestrado e graduação em História pela mesma universidade. Em 2024, realizou estágio no Centro de Estudos Latino-americanos (CLAS) da Universidade de Pittsburgh, EUA. É integrante da Comissão Maranhense de Folclore, colaboradora do Museu Afro-digital do Maranhão e consultora especializada do IPHAN-MA.

O Festival Folclórico de Parintins é um dos eventos culturais mais importantes do Brasil, atraindo milhares de turistas e apaixonados pela cultura amazônica. O festival acontece anualmente e é marcado pelas apresentações grandiosas dos bois Caprichoso e Garantido, que competem pelo título de campeão da temporada. A competição é julgada por um corpo de jurados que avalia critérios como criatividade, musicalidade, coreografia e a fidelidade às tradições folclóricas.





