Homenageada nesta quarta-feira (15/10) durante sessão solene pelo Dia dos Professores na Câmara Municipal de Manaus (CMM), a reitora e empresária Maria do Carmo (PL) reforçou sua pré-candidatura ao governo do Amazonas nas eleições de 2026. Em entrevista à imprensa, ela afirmou estar confiante de que avançará para o segundo turno da disputa.
“Sou ainda muito desconhecida por grande parte da população do Estado, o que vamos corrigir no decorrer do ano com mais viagens ao interior e com a própria propaganda eleitoral. Esse nível de desconhecimento, aliado ao resultado que já apresento nas pesquisas, é um indicativo de que estarei no segundo turno”, declarou a pré-candidata.
Segundo ela, os primeiros levantamentos de intenção de voto apontam mais de 20% de apoio popular, mesmo sem campanha ativa nas ruas. Maria do Carmo é, até o momento, a única mulher oficialmente pré-candidata ao governo estadual.
Atualmente à frente do Grupo Fametro — maior instituição de ensino superior da Região Norte — Maria do Carmo se posiciona como alternativa aos grupos políticos tradicionais do estado. “Enfrento estruturas que estão no poder há mais de 20 anos, e mesmo assim, a vida da população não melhorou. O eleitor quer mudança, e nós representamos essa mudança”, disse. De acordo com ela, seis em cada dez amazonenses desejam renovação política.
Valorização dos professores
Durante a solenidade em homenagem ao Dia dos Professores, de autoria da vereadora Yomara Lins (Podemos), Maria do Carmo destacou a importância da valorização do magistério.
“Depois dos nossos pais, nossos heróis são os professores. Eles formam cidadãos e merecem ser valorizados e respeitados”, afirmou a pré-candidata, que acumula mais de 23 anos de experiência na área educacional.
A vereadora Yomara Lins também reforçou a importância de políticas públicas voltadas para a educação. “Professor e aluno, essa é a relação que faz a educação acontecer. Não há ensino de qualidade sem professor valorizado”, disse.
Reforma da Previdência
Questionada sobre a reforma da previdência municipal, Maria do Carmo disse que, embora reconheça a necessidade da medida, defende que mudanças sejam implementadas de forma gradual, para não penalizar os profissionais em atividade.
“Acredito que a reforma poderia ser aplicada para os que estão entrando na rede, e não para quem já atua há anos e será prejudicado. Nenhuma medida da administração pública pode ser considerada correta se prejudica quem é o maior interessado: a população”, afirmou.








