A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), em parceria com o Conselho Tutelar, prendeu duas mulheres de 27 e 31 anos, suspeitas de abandono de incapaz majorado contra os próprios filhos, no município de Alvarães, a 531 quilômetros de Manaus. As prisões aconteceram nos dias 16 e 17 de outubro, como parte da Operação Protetor, voltada à proteção da infância e juventude.
No primeiro caso, uma denúncia levou o Conselho Tutelar até uma casa na rua Beira Mar, bairro Orcine Litaiff, onde quatro crianças, com idades entre 2 e 10 anos, foram encontradas sem supervisão e em condições precárias. A polícia foi acionada após os conselheiros verificarem que as crianças estavam com fome e sem cuidados adequados. Uma delas, de 10 anos, tentava fazer uma fogueira para preparar um chá de canela.
A mãe das crianças chegou ao local durante a ação, ofendeu os conselheiros e desobedeceu à ordem de retirar as crianças da situação de risco. Segundo o delegado Marcelo Lopes, da 57ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), a mulher já havia sido avisada anteriormente pelo Conselho Tutelar por condutas semelhantes. Ela foi presa em flagrante e autuada por desobediência e abandono de incapaz majorado.
A segunda prisão ocorreu após outra denúncia de abandono nesta quinta feira (17),envolvendo cinco crianças, de 3,5,7,10 e 12 anos. Elas haviam sido deixadas sozinhas desde o dia anterior. Ao chegarem à residência, os conselheiros constataram que quatro crianças estavam sem a supervisão de adultos e se alimentando de forma inadequada, com apenas arroz e bolachas disponíveis. As crianças relataram que frequentemente ficavam sozinhas por longos períodos, tanto durante o dia quanto à noite.
A mãe, já reincidente em situações semelhantes e tendo assinado um termo de responsabilidade, descumpriu o compromisso de cuidar dos filhos, o que pode resultar em sanções mais severas, como a perda da guarda ou outras medidas judiciais previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Ambas as mulheres foram presas e passarão por audiência de custódia, permanecendo à disposição da Justiça. O Conselho Tutelar encaminhará os casos ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM), que poderá adotar medidas legais para garantir a proteção das crianças, como o abrigo provisório ou entrega a familiares próximos.








