Balanço mais recente aponta 2.744 casos suspeitos no país. Segundo ministro chinês, vírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas. Recesso escolar foi estendido e venda de animais silvestres foi proibida para tentar conter contágio.A
Subiu para 80 o número de mortos por coronavírus na China, segundo as autoridades locais. Neste domingo (26), foram relatadas mais 24 mortes na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan – local mais afetado.
O país anunciou ainda que chegou a 2.761 casos suspeitos, sendo 2.744 na China e 17 nos territórios de Hong Kong, Macau e Taiwan.
A epidemia foi detectada pela primeira vez ainda em dezembro de 2019, em um mercado de frutos do mar em Wuhan. Desde então, os cientistas temem uma possível mutação e propagação desenfreada do vírus.
Além da China, Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e Coreia do Sul já registraram pacientes afetados pelo vírus, que provoca um tipo de pneumonia. Há ainda casos suspeitos no México, em Hong Kong, nas Filipinas e na Austrália.
Após terem ignorado a doença por semanas, nos últimos dias os habitantes de Wuhan começaram a usar máscaras de proteção, como contaram por telefone vários moradores à AFP.
“O medo realmente aumentou desde a última segunda-feira (21), quando informaram que o contágio acontece de forma direta entre pessoas”, relata Melissa Santos, uma estudante dominicana que vive em Wuhan há pouco mais de dois anos.
Em um primeiro momento, as autoridades afirmaram que o vírus parecia ser transmitido apenas de animais para o ser humano, e que não havia contaminação entre humanos.
Charly Bonnassie, um estudante francês que embarcou em um trem que saiu de Wuhan, contou que “100% dos passageiros e dos funcionários” usavam máscaras.
“Não há mais máscaras disponíveis nas farmácias, todas sumiram”, disse Vincent Lemarié, um professor de francês que leciona na Universidade de Hubei, a província de Wuhan.
Fonte: G1









