Um erro médico inacreditável terminou em uma indenização de R$ 160 mil para a família de um homem que foi dado como morto por um hospital de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O caso aconteceu em março de 2023, quando a equipe médica atestou o óbito de um paciente que, na verdade, estava vivo e já havia sido medicado e liberado da unidade de saúde.
A confusão começou depois que a identificação do homem foi trocada com a de outro paciente que havia morrido. O hospital chegou a comunicar oficialmente o suposto falecimento aos familiares, que chegaram a organizar o velório.
O susto veio quando o “falecido” entrou em contato com a própria irmã, causando choque e correria entre os parentes. Ao abrirem o caixão, perceberam que o corpo dentro dele era de outra pessoa.
O caso foi parar na Justiça, e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a condenação da fundação hospitalar responsável pelo erro. Segundo a decisão, o hospital deverá pagar R$ 80 mil para o filho e outros R$ 80 mil para a irmã do paciente, totalizando R$ 160 mil em indenização por danos morais.
Para o tribunal, o valor é “compatível com a gravidade da ofensa e o sofrimento causado” à família, que viveu momentos de grande abalo emocional ao acreditar que o ente querido havia morrido.
A defesa do hospital ainda tentou reverter a decisão com diversos recursos, mas todos foram negados pelo TJSP.







