As estátuas da Liberdade instaladas em frente às lojas da Havan chamam atenção em diversas cidades brasileiras. No entanto, além do impacto visual, o que mais impressiona é o alto valor dessas estruturas.
Em 2026, cada estátua custa aproximadamente R$ 1 milhão, considerando a fabricação em fibra de vidro, o transporte especializado e a logística necessária para a instalação.As estruturas possuem, em média, 35 metros de altura e peso aproximado de 3,7 toneladas.
A produção é feita de forma padronizada, com moldes específicos, o que garante uniformidade entre os monumentos espalhados pelo país.
O transporte exige carretas especiais e equipes técnicas, elevando ainda mais o custo final.A primeira estátua foi instalada em 1995, na cidade de Brusque (SC).
Desde então, o modelo se repetiu com a expansão da rede varejista. Atualmente, o Brasil conta com mais de 170 megalojas, e a maioria delas possui uma réplica do monumento, o que representa um investimento total que pode chegar a centenas de milhões de reais apenas nessas estruturas.
Além do valor de instalação, há custos permanentes de manutenção. Por ficarem expostas ao sol intenso, chuvas, ventos fortes e variações climáticas, as estátuas precisam de revisões periódicas, pintura e reparos estruturais, o que gera novos gastos ao longo do tempo.
O custo elevado dos monumentos costuma gerar debates entre moradores e especialistas em urbanismo, especialmente em cidades que enfrentam problemas estruturais e carência de investimentos públicos.
Apesar disso, as estátuas são consideradas bens privados, não envolvendo recursos do poder público.Em alguns municípios, leis urbanísticas impedem a instalação dessas estruturas de grande porte.
Em São Paulo, por exemplo, a Lei Cidade Limpa proíbe monumentos desse tipo por serem considerados elementos de forte impacto visual no espaço urbano.
Casos recentes de danos causados por temporais e ventos fortes, que levaram à queda ou avarias em algumas estátuas, também reacenderam a discussão sobre segurança, resistência estrutural e o custo-benefício de manter monumentos desse tamanho em áreas urbanas.







