Na quarta-feira (17), o presidente Javier Milei decidiu demitir Julio Garro, subsecretário de Esportes da Argentina. A decisão veio após Garro solicitar um pedido de desculpas de Lionel Messi e demais jogadores da seleção argentina, devido à controvérsia gerada pela música de teor racista e transfóbico entoada durante a celebração da conquista da Copa América.
O episódio ocorreu quando o jogador Enzo Fernández compartilhou em suas redes sociais um vídeo onde a seleção argentina cantava uma música contendo versos como: “Eles jogam pela França, mas são de Angola. Que bom que eles vão correr, se relacionam com transexuais. A mãe deles é nigeriana, o pai deles cambojano, mas no passaporte: francês.”
Garro expressou sua preocupação a um portal argentino, argumentando que esse incidente colocava o país em uma posição delicada “após tantas glórias”, e pediu que os jogadores se desculpassem.
Na noite de quinta-feira (18), o gabinete de Milei divulgou em uma rede social que Garro estava sendo demitido. O comunicado oficial destacava a liberdade dos cidadãos, incluindo a Seleção Argentina, campeã mundial e bicampeã americana, para decidir seus comentários, pensamentos e ações sem interferência governamental.
A Fifa também anunciou que iniciou uma investigação sobre a canção racista da seleção argentina, reforçando sua condenação veemente a qualquer forma de discriminação por parte de jogadores, torcedores e dirigentes.







