Durante uma audiência na Câmara dos Deputados destinada a esclarecimentos sobre queimadas e desmatamento, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, foi alvo de ataques verbais por parte do deputado Evair de Melo (Progressistas-ES). O parlamentar acusou Marina de fazer um “discurso golpista”, chamou-a de “mal educada” e afirmou que ela “nunca trabalhou” e “não sabe o que é prosperidade construída pelo trabalho”.
Além das ofensas pessoais, Evair criticou o alinhamento da ministra com organizações internacionais, insinuando que sua atuação estaria subordinada a interesses de ONGs estrangeiras. A abordagem foi duramente criticada por parlamentares da base governista e movimentos da sociedade civil, que apontaram um tom agressivo e desrespeitoso na fala do deputado.
Com postura serena, Marina respondeu citando uma passagem bíblica:“É preferível sofrer a injustiça do que praticar uma injustiça”, disse. A frase, dita com firmeza, arrancou aplausos de parte do plenário.
Essa não foi a primeira vez que a ministra enfrentou hostilidades em espaços institucionais. No fim de maio, ela deixou uma audiência no Senado após sofrer comentários considerados machistas por outros parlamentares.
A situação reacende o debate sobre o tratamento dispensado a mulheres em espaços de poder, especialmente aquelas com posições firmes sobre temas ambientais e sociais. A postura de Marina, marcada por equilíbrio diante da hostilidade, foi elogiada por diversas figuras públicas e por internautas nas redes sociais.





