Nas primeiras horas desta terça-feira (31), um pequeno trecho de asfalto de 240 metros de extensão assumiu um papel estratégico na logística da zona Norte de Manaus. A inauguração da travessa Billy Graham, que interliga as avenidas Timbiras e das Torres (Gov. José Lindoso), encerrou o ciclo de David Almeida à frente do Executivo municipal com uma promessa de impacto direto no caixa público: uma economia estimada em R$ 30 milhões por ano para o sistema de transporte coletivo.
A lógica do “Quilômetro Morto”
O investimento foca em um problema invisível para o passageiro, mas caro para a gestão: o chamado “quilômetro morto”. Antes da nova via, seis linhas de ônibus precisavam percorrer um desvio de 2,2 quilômetros para completar o trajeto entre as duas avenidas. Com a nova interligação, esse percurso é eliminado.
A projeção da Secretaria Municipal de Infraestrutura indica que a redução da quilometragem rodada pode poupar cerca de R$ 2,3 milhões mensais. Em um horizonte de quatro anos, o montante economizado chegaria a R$ 120 milhões, recursos que, segundo a gestão, podem ser redirecionados para outras áreas da administração.
Engenharia e Mobilidade
Apesar da extensão curta, a obra exigiu uma estrutura robusta de drenagem profunda (123 metros) para a transposição de um igarapé na região. A via conta com:
Duas faixas em cada sentido;
480 toneladas de massa asfáltica;
Calçadas com acessibilidade e sinalização completa.
A intervenção reorganiza o fluxo em um dos pontos mais saturados da zona Norte, prometendo reduzir o tempo de espera nos pontos de ônibus e o congestionamento para condutores particulares.
Transição de Governo
A entrega da via serviu de palco para o ato simbólico de transição. Ao lado de Renato Junior, que assume a prefeitura de Manaus a partir de hoje, David Almeida ressaltou que a obra simboliza o modelo de gestão que tentou implementar.
“Hoje não é um dia de despedida. Manaus ganha um novo prefeito. O Renato assume preparado para dar continuidade ao trabalho que construímos”, afirmou Almeida, destacando a autonomia de seu sucessor para os próximos desafios da capital.
Com o encerramento desta agenda, o foco da política manauara se volta agora para o Palácio Rio Branco, onde Renato Junior inicia seu mandato com o desafio de manter o ritmo de entregas em um cenário de mobilidade urbana ainda complexo.





