Manaus | 5 de agosto de 2026 | 22:44:09

Extrema direita avança no Parlamento Europeu e desafia unidade da União Europeia

Após três dias de votação na União Europeia, os partidos de extrema direita devem conquistar cerca de 150 dos 720 assentos no parlamento, complicando a formação de maiorias para aprovar leis.

Em discurso no domingo, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, destacou que seu Partido Popular Europeu (PPE) deve ser uma “âncora de estabilidade”, mas alertou para a necessidade de proteger-se contra os extremistas. “O centro está aguentando, mas os extremos ganharam apoio”, disse ela em Bruxelas.

Os resultados completos saem nesta segunda-feira (10), iniciando o processo de construção de coligações. A extrema direita teve grandes avanços na França, Itália e Alemanha. Na França, o Reagrupamento Nacional (RN) de Marine Le Pen derrotou o partido de Emmanuel Macron, levando-o a dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas.

O RN obteve 31,5% dos votos, mais que o dobro do partido de Macron. Jordan Bardella, líder do RN, declarou a “era pós-Macron” começada. Na Alemanha, o partido de Olaf Scholz teve o pior resultado histórico, com 14%, enquanto o CDU ficou em primeiro com 29,5%.

Estas eleições são vistas como um teste para os governos nacionais. A ascensão da extrema direita desafia a unidade da UE, mas os próprios partidos extremistas permanecem divididos.

Roberta Metsola, presidente do Parlamento Europeu, afirmou que é crucial entender o voto dos cidadãos e tomar decisões que impactem a vida cotidiana. “O centro construtivo e pró-europeu se manteve”, disse ela, mas enfatizou a responsabilidade dos grupos em se unir para formar uma maioria.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Espaço Publicitário

Últimas postagens