Manaus | 19 de julho de 2026 | 23:47:23

Estados da Região Norte registram alta nos casos graves da Covid-19

O panorama da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pela Covid-19 apresentou melhora na última semana de janeiro. No entanto, cinco estados da Região Norte do Brasil ainda mantêm tendência de aumento: Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Tocantins. Em contraponto, alguns estados do Nordeste, como Paraíba e Maranhão, que apontavam na mesma direção na semana anterior, agora dão sinais de desaceleração. Os dados são do Boletim Infogripe, atualizado nesta quinta-feira (6) por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

No período de 1º de janeiro a 1º de fevereiro, foram registrados pelo menos 1.222 casos de SRAG causados por Covid-19. Dentre as ocorrências com diagnóstico confirmado para algum vírus, mais de 51% foram motivados pelo coronavírus. O rinovírus aparece em segundo lugar, responsável por 19,6% dos casos positivos, sendo o principal agente das infecções respiratórias em crianças e adolescentes de até 14 anos. Já a Covid-19 tem sido mais frequente em idosos.

Durante esse período, também foram registradas 710 mortes por SRAG no Brasil, das quais pelo menos 292 foram causadas pela Covid-19, representando quase 80% dos casos com resultado positivo para algum vírus.

Crianças e idosos mais afetados

O boletim destaca que, embora a incidência de casos associados ao coronavírus seja maior entre crianças e idosos, a mortalidade é mais elevada entre pacientes acima de 65 anos. No contexto nacional, as tendências de curto e longo prazo apontam para queda nos casos de SRAG, independentemente da causa. No entanto, em nove estados, há indícios de crescimento a longo prazo: Alagoas, Amazonas, Amapá, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins.

Os casos entre crianças e adolescentes também começaram a crescer nos estados do Amazonas, Pará e Goiás na última semana analisada. No entanto, a pesquisadora Tatiana Portella alerta que ainda não é possível identificar a causa com precisão, devido ao baixo número de exames laboratoriais realizados nesses pacientes. Segundo ela, é provável que o aumento esteja relacionado a vírus como o rinovírus, o vírus sincicial respiratório ou o metapneumovírus.

Recomendações e prevenção

Especialistas reforçam a importância de medidas preventivas para conter a disseminação dos vírus respiratórios. Pessoas com sintomas gripais devem permanecer em isolamento sempre que possível. Quando for necessário sair de casa, o uso de máscaras de boa qualidade é recomendado. Além disso, é essencial procurar atendimento médico caso os sintomas se agravem e manter a vacinação contra a Covid-19 em dia.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) determina a aplicação de duas ou três doses (dependendo do imunizante) em todas as crianças de seis meses a menos de cinco anos. Idosos e pessoas imunocomprometidas devem receber reforço a cada seis meses, enquanto gestantes devem ser vacinadas durante a gestação. Grupos vulneráveis, como indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência ou com comorbidades, também têm direito a uma dose anual de reforço. Mesmo quem não faz parte desses grupos pode ser imunizado, caso não tenha tomado nenhuma dose em anos anteriores.

Com a tendência de crescimento dos casos em algumas regiões, autoridades de saúde ressaltam a necessidade de manter a atenção e os cuidados preventivos para evitar novos surtos e minimizar os impactos da Covid-19 na população.

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