A jovem Joanny Martins de 15 anos de idade cometeu o suicídio na madrugada desta quinta-feira (25). Um casal testemunhou que viu um vulto se aproximar da ponte e pular. Ao acionar uma viatura da polícia, policiais encontraram no local uma bolsa e sandálias que pertenciam a jovem.
Amigos e familiares deram declarações via redes sociais de que não sabiam que Joanny tiraria a própria vida, mas que possivelmente enfrentava problemas em casa e na escola o que teria lhe causado uma depressão. Nas postagens em seu Instagram, a jovem fala sobre faz referências ao ato de julgar.


Depressão: o novo mal do século
No século 21 muito se tem ouvido falar da depressão, doença que tem levado muitos jovens a cometerem o suicídio.
Os brasileiros acreditam, de modo geral, ter maior conhecimento sobre a doença, mas na realidade, falta informação e muitos possuem uma concepção equivocada do problema e seus sintomas. A depressão deve ser levada a sério, deve ser desmistificada e não encarada com preconceito, carregando rótulos como: “frescura”, “uma fase que logo passa” ou, ainda, “doença de preguiçosos”.
Trata-se de um distúrbio afetivo manifestado por sintomas emocionais e físicos, com presença de apatia, pessimismo e baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si, interferindo na habilidade do indivíduo para trabalhar, estudar, comer, dormir e apreciar atividades antes agradáveis.
De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 350 milhões de pessoas do mundo sofrem com a depressão, o que consiste em 5% da população mundial.
Estima-se que até 2030 a depressão será a doença mais comum do mundo, acometendo mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde. Ela sempre existiu, apenas não era devidamente diagnosticada.
Atenção aos sinais
O principal sintoma da doença é o desinteresse pela vida, que pode ser expresso por uma tristeza profunda pelo acometido, sem nenhum motivo aparente ou uma perda de prazer por todas as coisas que antes gostava de fazer; uma sensação imensa de tudo ter ficado cinza ao redor; além de alterações cognitivas, como pensamento lentificado, dificuldade para raciocinar e tomar decisões, visão extremamente negativa de si, do mundo e do futuro, um sentimento de culpa persistente, pessimismo e pensamentos negativos que podem, inclusive, contemplar a ideia de “não mais existir” ou de se suicidar.









