Manaus | 3 de junho de 2026 | 02:36:08

De volta ao cárcere: Justica decreta nova prisão de Oruam após falhas na tornozeleira

foto reprodução das redes sociais

RIO DE JANEIRO – O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, amplamente conhecido como Oruam, volta a ser alvo de um mandado de prisão preventiva. A decisão foi proferida nesta terça-feira, (3), pela juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, logo após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar o habeas corpus que mantinha o artista em liberdade.

​O motivo da revogação

​O que selou o destino de Oruam desta vez não foi um novo crime, mas o descumprimento das medidas cautelares impostas quando ele deixou o presídio de Bangu, em setembro de 2025. Segundo o relatório técnico da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap):

​Falhas constantes: Foram registradas 28 interrupções de sinal da tornozeleira eletrônica em um intervalo de apenas 43 dias.

​Padrão suspeito: Muitas dessas quedas de sinal ocorriam durante a noite e aos finais de semana, períodos em que o recolhimento domiciliar é obrigatório.

​Longos períodos “off”: Em alguns casos, o equipamento ficou desligado por mais de 10 horas seguidas.
​O ministro Joel Ilan Paciornik, do STJ, entendeu que o descumprimento foi “reiterado e sucessivo”, o que demonstra um descaso com a fiscalização judicial.

​O que diz a defesa


​Os advogados do rapper alegam que as interrupções não foram propositais. Segundo a defesa:
​O equipamento apresentava problemas técnicos de fábrica.

​Ocorreu apenas o descarregamento da bateria, e não uma tentativa de fuga ou violação de perímetro.
​Oruam já teria comparecido à Seap anteriormente para tentar ajustar ou trocar o aparelho.
​Entenda o histórico do caso

​Oruam é réu em um processo que envolve crimes graves. Ele foi preso originalmente em julho de 2025, acusado de:

​Tráfico e associação ao tráfico de drogas;

​Tentativa de homicídio qualificado contra policiais civis (durante uma operação em sua casa no Joá); e

​Resistência, desacato e lesão corporal;

​Na ocasião da primeira prisão, a polícia alegou que o rapper teria incitado ataques contra agentes para proteger um adolescente foragido que estava em sua residência. Além disso, o artista é frequentemente citado por sua linhagem familiar, sendo filho de Marcinho VP, um dos principais líderes do Comando Vermelho.

​Situação Atual

​Até o fechamento desta matéria, o mandado de prisão já havia sido encaminhado à 16ª DP (Barra da Tijuca). O rapper pode se apresentar à polícia a qualquer momento ou ser capturado em diligências.

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