“Ela tava do jeito que nasceu, melada de sangue. O que tem de bonito não é para se mostrar, bebê?”, ironizou mais uma vez Nathalia Talita da Silva de 19 anos ao ser presa depois da viralizarão de um vídeo em que ela torturava uma amiga após um flagrante de traição junto com o namorado.

Após ser presa em São José da Laje pelo crime de tortura contra uma amiga, Nathália Talita da Silva, de 19 anos, afirmou que teve muitas oportunidades para matar a vítima, mas não o fez porque não quis. A prisão dela ocorreu nesta terça-feira (2), uma semana depois de o vídeo em que a mostra torturando e tomando o sangue da amiga viralizar nas redes sociais.

O crime chocou a população alagoana pela crueldade com que ocorreu. Nathália rasgou a roupa da vítima, feriu-a com prato quebrado e depois quebrou garrafa de cerveja e cortou até as partes íntimas da amiga, tomando o seu sangue enquanto a agredia. A sessão de tortura teria ocorrido em uma comunidade dominada pelo tráfico em Rio Largo, Região Metropolitana de Maceió. O motivo teria sido uma traição da agredida que foi flagrada fazendo sexo no banheiro com o namorado de 16 anos da agressora. Natália relata que as duas eram amigas de escola e toda noite faziam alguma coisa juntas, na noite do crime a vítima teria dado umas pílulas com a finalidade de fazer Natália ter sono, mas ela acabou flagrando a amiga no banheiro com o namorado e fez toda a ação mesmo entorpecida. “Ela estava pagando de doida, ela queria me ‘enrrufar’ com aqueles comprimidos para ver se eu dormia, ela pensa que eu sou alguma criança, criança é tu mulher”, diz ela olhando para a câmera durante a entrevista ao se referir a Talita.

“Senti muita raiva no momento. Provei o sangue dela só para sentir o gosto mesmo, pra ver se ela é diabética”, ironizou a agressora. E ao ser questionado se Talita era diabética, “o sangue dela é doce”, respondeu Natália fazendo careta.

A agressora explica ainda que Talita queria ter razão “Ela queria estar certa, veio me agredir, não é assim não”. 

Segundo a polícia, as jovens teriam utilizado uma droga conhecida como Rohypnol, remédio tranquilizante, considerado um entorpecente quando misturado a outras drogas.

Apesar de confessar que usou a droga, ela afirma que estava consciente de tudo. “Não fiquei com efeito do remédio, não. Ali [momento da tortura] eu estava normal”, conta. De acordo com ela, houve oportunidades para matar a amiga, mas não fez porque não quis. “Eu tive muitas oportunidade, não matei porque não quis. Se quisesse cortar a língua dela, teria cortado”, diz, confessando que rasgou a roupa da vítima e a deixou nua. “Ela tava do jeito que nasceu, melada de sangue. O que tem de bonito não é para se mostrar, bebê?”, ironizou mais uma vez.

Em entrevista à TV Ponta Verde, a mãe de Nathália, Josivânia Félix, diz estar abalada com o que aconteceu e que não esperava uma atitude cruel da filha. Ela afirmou que a filha procurou se esconder em sua casa, mas não concedeu o abrigo. “Fiquei muito mal, comecei logo a chorar. Não consegui ver tudo [conteúdo do vídeo]. Ela não mora comigo porque o rapaz que moro com ele não gosta de problema. Quando ela chegou em casa, a gente não quis ela lá. Aconselhei para que ela se entregasse e ela disse que iria fugir”, conta a mãe.

Prisão

Nathália foi presa pela Polícia Militar em São José da Laje na Zona da Mata alagoana. Ela estava em companhia do namorado, que teria sido o pivô da briga. Os dois se esconderam na casa da avó da Nathália, que, ao descobrir o envolvimento dela com o crime de tortura, saiu de casa. Ele, que tem 16 anos, foi apreendido. Ela foi conduzida para a Delegacia de Rio Largo.

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