Manaus | 3 de junho de 2026 | 02:15:45

Como perceber e ajudar adolescentes que sofrem com ansiedade?

Uma recente pesquisa do Datafolha revelou que um terço da população brasileira sofre com problemas relacionados à ansiedade, com destaque para a faixa etária de 16 a 24 anos, que apresentou o pior resultado. Desses jovens, 13% classificam sua saúde mental como ruim ou péssima.

Esse cenário reflete um quadro crescente de saúde mental, especialmente entre os adolescentes, que foram severamente impactados pelos dois anos de reclusão devido à pandemia de coronavírus. A chamada “quarta onda”, que era esperada como um reflexo dos efeitos da pandemia na saúde mental, atingiu principalmente essa faixa etária, gerando uma onda de crises de ansiedade e depressão. Apesar das imagens muitas vezes impecáveis que tentam transmitir nas redes sociais, muitos desses jovens enfrentam sérios desafios emocionais, com os episódios de crise se tornando frequentes, especialmente no ambiente escolar.

Como identificar os sinais?

Muitos pais e educadores se perguntam como perceber se um filho ou aluno está enfrentando esses problemas. A ansiedade na adolescência pode ser natural, mas quando ela ultrapassa certos limites, pode se tornar um problema de saúde mental que requer atenção. Entre os sinais que podem indicar que a ansiedade está se tornando um problema sério, estão o isolamento social, dificuldades para dormir, perda de interesse em atividades anteriormente prazerosas, entre outros comportamentos atípicos.

Diferença entre a ansiedade normal e a patológica

A ansiedade é uma resposta natural do corpo a situações de estresse, mas quando se torna excessiva, constante e começa a prejudicar o cotidiano, pode ser um sinal de que algo não está bem. A ansiedade patológica, diferente da normal, pode causar sofrimento intenso e dificultar a realização de tarefas simples, afetando tanto a vida pessoal quanto a escolar.

Como ajudar?

É fundamental que os pais, educadores e profissionais de saúde mental se envolvam no processo de apoio ao jovem. A primeira atitude deve ser conversar abertamente, criando um ambiente seguro e acolhedor para que o adolescente se sinta à vontade para expressar seus sentimentos. Em muitos casos, procurar ajuda profissional, como um psicólogo ou psiquiatra, pode ser necessário para o acompanhamento e tratamento adequados.

O papel da escola

As instituições de ensino desempenham um papel crucial no apoio à saúde mental dos alunos. Além de oferecerem um ambiente seguro e acolhedor, as escolas podem proporcionar programas de apoio psicológico, monitoramento emocional e educar tanto estudantes quanto professores sobre a importância de cuidar da saúde mental. O apoio de colegas também é fundamental, e a criação de espaços de diálogo sobre o tema pode ajudar a diminuir o estigma em torno das questões emocionais.

O aumento dos casos de ansiedade e depressão entre os adolescentes é um alerta para a necessidade de uma abordagem mais cuidadosa e proativa em relação à saúde mental, tanto dentro de casa quanto na escola. O diálogo aberto, o apoio profissional e o suporte emocional são essenciais para lidar com essa questão de forma eficaz.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Espaço Publicitário

Últimas postagens