Em janeiro de 2020, o Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras – Vigilância, Integração, Governança, Interoperabilidade e Autonomia (Vigia), expandido em outubro pelo governo federal, estará em funcionamento no Amazonas, com objetivo de enfrentamento às organizações criminosas e aos crimes transfronteiriços. A informação foi confirmada pelo secretário de segurança pública do Amazonas, coronel Louismar Bonates.
No último dia 18, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) publicou no Diário Oficial da União (DOU) a portaria que autoriza o início das atividades do Vigia no Amazonas, em uma ação conjunta que envolverá a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e a Secretaria de Operações Integradas do MJSP (Seopi).
O programa no Amazonas irá atuar em três eixos: capacitação, aquisição de equipamentos tecnológicos e operações buscando a integração das instituições que trabalham com segurança das fronteiras: Ministério da Justiça, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Civil e Militar estaduais, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Receita Federal e as forças armadas.
“Alguns oficiais e delegados estão na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, e estão recebendo capacitação e orientação para implementação do programa no Estado”, afirma coronel Louismar Bonates, secretário de segurança pública do Amazonas (SSP-AM).
O objetivo é blindar o país da entrada de armas, drogas e produtos contrabandeados. Entre as linhas de atuação estão as operações integradas, aquisição de equipamentos, capacitações e bases operacionais com integração de sistemas.
Amazonas
“Estamos discutindo a implementação de uma base do Vigia entre os municípios de Tefé e Coari para combater, principalmente, os crimes de pirataria nos rios”, explica Bonates, que complementa: “Estamos cientes que um dos pilares é a integração dos serviços de inteligência para coibir os crimes de fronteira. É pra isso que vamos integrar o nosso conhecimento operacional”, enfatiza.
O município de Coari, distante 370 quilômetros de Manaus, faz parte da ‘rota do rio Solimões’, um dos principais rios da Amazônia que ocupa a lista de operações policiais contra ‘piratas’ – contrabandistas armados que transitam pelo rio com cargas ilegais.
A previsão da Secretaria de Operações Integradas/MJSP é que seja utilizado um contingente inicial de 200 policiais, mas até o final do ano de 2020 deve subir para 700, com investimentos de R$ 3 milhões.
Com 1 milhão e 570 km², o Amazonas possui a maior faixa de fronteira do país, e possui ligação geográfica com a Venezuela, Colômbia e Peru. Os três países possuem uma das maiores produções de cocaína e maconha na América Latina, além de ser uma das principais rotas para produtos de contrabando, de acordo com a Polícia Federal.








