Manaus | 29 de julho de 2026 | 22:31:11

Monumentos de R$ 1 milhão: quanto custa cada estátua da Havan espalhada pelo Brasil

As estátuas da Liberdade instaladas em frente às lojas da Havan chamam atenção em diversas cidades brasileiras. No entanto, além do impacto visual, o que mais impressiona é o alto valor dessas estruturas.

Em 2026, cada estátua custa aproximadamente R$ 1 milhão, considerando a fabricação em fibra de vidro, o transporte especializado e a logística necessária para a instalação.As estruturas possuem, em média, 35 metros de altura e peso aproximado de 3,7 toneladas.

A produção é feita de forma padronizada, com moldes específicos, o que garante uniformidade entre os monumentos espalhados pelo país.

O transporte exige carretas especiais e equipes técnicas, elevando ainda mais o custo final.A primeira estátua foi instalada em 1995, na cidade de Brusque (SC).

Desde então, o modelo se repetiu com a expansão da rede varejista. Atualmente, o Brasil conta com mais de 170 megalojas, e a maioria delas possui uma réplica do monumento, o que representa um investimento total que pode chegar a centenas de milhões de reais apenas nessas estruturas.

Além do valor de instalação, há custos permanentes de manutenção. Por ficarem expostas ao sol intenso, chuvas, ventos fortes e variações climáticas, as estátuas precisam de revisões periódicas, pintura e reparos estruturais, o que gera novos gastos ao longo do tempo.

O custo elevado dos monumentos costuma gerar debates entre moradores e especialistas em urbanismo, especialmente em cidades que enfrentam problemas estruturais e carência de investimentos públicos.

Apesar disso, as estátuas são consideradas bens privados, não envolvendo recursos do poder público.Em alguns municípios, leis urbanísticas impedem a instalação dessas estruturas de grande porte.

Em São Paulo, por exemplo, a Lei Cidade Limpa proíbe monumentos desse tipo por serem considerados elementos de forte impacto visual no espaço urbano.

Casos recentes de danos causados por temporais e ventos fortes, que levaram à queda ou avarias em algumas estátuas, também reacenderam a discussão sobre segurança, resistência estrutural e o custo-benefício de manter monumentos desse tamanho em áreas urbanas.

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