Em pronunciamento realizado neste sábado (21), o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que o governo norte-americano lançou uma série de ataques contra instalações nucleares estratégicas no Irã. A ofensiva, segundo Trump, teve como alvo as estruturas de enriquecimento de urânio em Fordow, Natanz e Isfahan — pontos centrais do programa nuclear iraniano.
Trump foi categórico: “Ou haverá paz, ou haverá tragédia para o Irã. Eles têm uma escolha clara: negociar ou enfrentar consequências mais devastadoras”. A fala veio após a confirmação do uso de mísseis Tomahawk e bombardeiros furtivos B‑2 na operação militar, que destruiu os complexos nucleares com precisão.
O republicano, que tenta voltar à presidência nas eleições de 2024, afirmou que a ação foi coordenada com aliados estratégicos e recebeu apoio direto de Israel. Ele agradeceu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e classificou a ofensiva como um “sucesso militar completo”.
“O Irã representa uma ameaça contínua, tanto para os Estados Unidos quanto para nossos aliados. Esse ataque é um aviso. Se continuarem com seus planos nucleares, os próximos alvos serão ainda mais contundentes”, afirmou Trump.
Internacionalmente, a repercussão é mista. Enquanto líderes conservadores e parte do Congresso dos EUA celebram a ofensiva como necessária para conter o avanço militar do Irã, a ONU e países europeus alertaram para os riscos de uma escalada sem precedentes na região do Oriente Médio.
A operação não teve aval do Congresso americano, o que gerou críticas internas sobre os limites constitucionais do uso da força. Ainda assim, Trump sustenta que a medida foi “em legítima defesa e baseada em inteligência precisa”.
No momento, cresce a expectativa sobre qual será a resposta do Irã. Autoridades iranianas ainda não se pronunciaram oficialmente, mas fontes locais indicam que o país está em alerta máximo e pode retaliar nos próximos dias.







