O Tribunal de Justiça de São Paulo está analisando um pedido incomum: a penhora de um cavalo de raça que pertence à apresentadora Ana Hickmann.
O animal, um exemplar da raça Lusitana, foi dado de presente a ela pelo atual companheiro, o chef Edu Guedes, em dezembro de 2023, e agora pode ser usado como garantia de uma dívida milionária.
O requerente da ação é o Banco Sofisa, que busca reaver parte de um débito que ultrapassa R$ 3 milhões. De acordo com a instituição, mesmo após indicar imóveis da apresentadora para penhora, ainda resta um saldo de cerca de R$ 1,3 milhão a ser quitado. Por isso, o banco pediu à Justiça a inclusão do cavalo no processo de execução judicial.
O valor do animal impressiona: ele está estimado entre 400 mil e 2 milhões de euros (ou até mais de R$ 11 milhões, dependendo da cotação). Segundo os advogados da instituição financeira, o cavalo pode ser essencial para saldar o valor restante da dívida, uma vez que os bens já indicados como imóveis estariam parcialmente comprometidos por outras garantias.
No entanto, o pedido de penhora foi negado em 6 de junho, em decisão liminar. O desembargador responsável considerou que não havia urgência nem risco iminente de perda do bem, e que o pedido poderia ser analisado com mais calma pela 18ª Câmara de Direito Privado.
Mesmo assim, o banco recorreu e aguarda novo parecer da Justiça. A defesa de Ana Hickmann ainda não comentou publicamente o caso, mas nos bastidores a apresentadora estaria surpresa com a tentativa de penhora do animal, considerado um gesto afetivo e simbólico de seu relacionamento com Edu Guedes.
Este episódio chama atenção pelo ineditismo: embora carros, imóveis e obras de arte sejam comumente penhorados, animais de alto valor — como cavalos de raça raramente entram em processos judiciais desse tipo.






