Zinho avisou que iria se entregar dias antes de operações, mas chegou de surpresa à sede da PF
A Polícia Federal recebeu o primeiro aviso de que Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, iria se entregar, pelo menos quatro dias antes da Operação Batismo, que teve como alvo a deputada estadual Lucia Lucia Helena Pinto de Barros, ou Lucinha (PSD). Em seguida a PF ainda realizou a Operação Dinastia 2, que tinha como um dos objetivos prender justamente Zinho e outros integrantes da organização criminosa.
Depois do contato da advogada, as conversas continuaram com a PF, que se comprometeu a entregá-lo vivo ao sistema prisional fluminense.
Ainda assim, não foi marcada uma data para que o miliciano se apresentasse – e por isso desde o final de semana anterior a PF já trabalhava com a possibilidade de prendê-lo.
Mas Zinho só se entregou mesmo depois das operações sobre seu grupo, e de surpresa. A advogada só entrou em contato quando já estava com o cliente na porta da Superintendência da Polícia Federal.
No depoimento que deu na própria PF, ele não disse praticamente nada, não disse onde se escondia e nem esclareceu porque decidiu se entregar na véspera de Natal – embora os investigadores suponham que ele tenha feito essa escolha para facilitar o deslocamento rápido pela cidade, ou para despistar os inimigos.
Zinho, que estava foragido desde 2018 e tem contra si 12 mandados de prisão, é o último integrante da cúpula familiar da milícia que domina boa parte da zona Oeste do Rio.
Seus irmãos Wellington da Silva Braga, o Ecko, e Carlos da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes, além do sobrinho, Matheus da Silva Rezende, o Faustão, morreram depois de serem interceptados por policiais.





