O bombardeio ocorreu na quarta-feira (9/3). A gestante chegou a ser socorrida em outro hospital, mas não resistiu.
Símbolo do ataque a uma maternidade em Mariupol, a grávida que estava internada no local quando houve o bombardeio morreu nesta segunda-feira (14/3). A informação foi confirmada pelo Ministério de Relações Exteriores da Ucrânia, segundo agências internacionais.
O ataque à maternidade ocorreu na última quarta-feira (9/3). A gestante chegou a ser socorrida em outro hospital.
O governo ucraniano disse que a unidade de saúde foi destruída por ataque aéreo da Rússia. Os russos, por sua vez, acusaram a Ucrânia de colocar posições de combate na área do hospital.
A imagem da mulher ferida foi reproduzida mundialmente. A vítima foi carregada por voluntários em uma maca, com as mãos abaixo da barriga.
Em entrevista à agência de notícias Associated Press, no sábado (12/3), o cirurgião Timur Marin, que atendeu a vítima, contou que o bebê saiu da barriga da mãe sem sinais vitais. Segundo o médico, a equipe tentou por mais de 30 minutos reanimar a mãe.
O bombardeio
O governo ucraniano acusou o Exército russo de executar um bombardeio contra uma maternidade em Mariupol, cidade portuária considerada fundamental para o avanço dos invasores. Os Estados Unidos e o Vaticano, por exemplo, condenaram o ataque.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pelas redes sociais, classificou o ataque como “atrocidade”. Além disso, voltou a pedir o fechamento do espaço aéreo ucraniano.
“Ataque direto de tropas russas em uma maternidade. Pessoal, crianças estão sob os destroços. Atrocidade. Por quanto tempo mais o mundo será um cúmplice ignorando o terror? Feche o céu agora mesmo. Pare com os assassinatos. Vocês têm poder, mas parecem estar perdendo a humanidade”, escreveu Zelensky.
Segundo o governo ucraniano, desde o início da invasão, em 24 de fevereiro, mais de 30 hospitais foram alvos de ataques. A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que 18 centros de saúde foram bombardeados.
Fonte: Metrópoles








