Manaus | 4 de junho de 2026 | 04:57:08

Trump acusa Brasil de “execução política” contra Bolsonaro e critica relação comercial: “Um dos piores do mundo”

foto: Andrew Harnik. via: Gettyimages

Em uma declaração polêmica feita nesta quinta-feira (14), o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Brasil de promover uma “execução política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em tom de defesa, Trump disse acreditar na honestidade de Bolsonaro e classificou as investigações em curso como “terríveis”.

“Eu sou muito bom com pessoas. Ele [Bolsonaro] é um homem honesto. O que estão tentando fazer com ele é uma execução política. Isso é terrível”, afirmou Trump durante conversa com repórteres na Casa Branca.

Trump também reagiu a uma pergunta sobre a crescente aproximação do Brasil com a China, dizendo que não se sente preocupado com o movimento. Segundo ele, o Brasil “não está indo muito bem” e os Estados Unidos continuam se destacando na economia global.

“Eles podem fazer o que quiserem. Nós estamos impressionando todo mundo, inclusive a China”, afirmou o ex-presidente.

Brasil: “um dos piores parceiros comerciais”

Além da defesa de Bolsonaro, Trump voltou a disparar críticas contra a relação econômica entre Brasil e EUA, classificando o país como um dos piores parceiros comerciais americanos.

“Eles nos trataram muito mal por muitos anos. Um dos piores países do mundo como parceiro comercial. Impuseram tarifas altíssimas e dificultaram qualquer negociação”, disse.

Tarifas e acusações de “caça às bruxas”

A crítica se alinha com a justificativa já apresentada por autoridades americanas para a imposição de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros — uma medida que, segundo os EUA, também estaria relacionada à “perseguição política” contra Bolsonaro, vista como uma “caça às bruxas”.

O governo brasileiro, por sua vez, rebateu as acusações e reforçou que as instituições do país são independentes e não se submetem a pressões externas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se pronunciou nesta quinta (14), respondendo à ameaça comercial dos EUA:

“Se eles não quiserem comprar, paciência. Não vou ficar chorando. Vamos buscar novos mercados”, disse Lula.

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