Um ataque fatal de onça-pintada vitimou um homem no Pantanal mato-grossense, próximo à cidade de Poconé (MT), em uma área de mata fechada da região.
O corpo da vítima, identificada como Gildeon de Souza Santana, de 40 anos, foi localizado por um grupo de moradores e apresentava marcas características de ataque de felino de grande porte.
O caso, que chocou a comunidade local, ganhou ainda mais repercussão após um segundo ataque da mesma onça contra os homens que encontraram o corpo.
De acordo com relatos de testemunhas, Gildeon estava desaparecido desde o último sábado (20), após sair para uma atividade de pesca. Familiares iniciaram as buscas e, no domingo (21), um grupo de três pessoas adentrou a mata na tentativa de localizar o homem.
Durante a busca, os moradores acabaram localizando o corpo já em estado de decomposição. No entanto, antes que pudessem removê-lo, foram surpreendidos pela onça, que teria retornado ao local, possivelmente para proteger a carcaça, comportamento comum entre animais predadores. Um dos homens foi atacado, mas sobreviveu. Ele conseguiu se defender utilizando um pedaço de madeira até que a onça fugisse.
O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para a remoção do corpo, que foi transportado com escolta e apoio de agentes ambientais. A perícia confirmou que as lesões de Gildeon são compatíveis com o ataque de um grande felino, reforçando a hipótese de que se tratou de uma morte causada por uma onça-pintada.
Autoridades locais, incluindo representantes do Ibama e da Secretaria de Meio Ambiente, foram mobilizadas para monitorar a região. A área onde o ataque aconteceu é conhecida por abrigar grande número de onças e, nos últimos anos, houve aumento nos relatos de aparições e encontros com moradores e turistas.
O caso reacende o debate sobre a segurança em áreas de preservação ambiental e o impacto do avanço humano em territórios de fauna silvestre.
Especialistas alertam para a importância de respeitar o habitat natural dos animais e reforçam a necessidade de orientação e fiscalização nas áreas de risco.






