Manaus | 12 de agosto de 2026 | 13:56:01

Coreia do Sul aprova lei histórica para acabar com a indústria de carne de cachorroMedida aprovada

A Coreia do Sul aprovou uma lei histórica para encerrar a indústria de carne de cachorro no país. A legislação foi aprovada pelo Parlamento sul-coreano em janeiro de 2024 e estabelece um período de transição até a proibição definitiva das atividades ligadas ao comércio de cães para consumo humano.

A partir de fevereiro de 2027, ficará proibida a criação, o abate, a distribuição e a venda de cães com finalidade de consumo humano. A medida representa uma mudança importante em relação a uma prática que fez parte da história alimentar do país durante décadas.

A legislação prevê punições para quem criar, abater ou comercializar cães destinados à alimentação. As penalidades podem chegar a três anos de prisão ou multas superiores ao equivalente a R$ 110 mil.⠀

A lei, no entanto, estabelece que o consumidor final não será penalizado pelo simples ato de consumir carne de cachorro.

O governo sul-coreano também criou medidas de transição para auxiliar criadores e comerciantes que atuavam nesse mercado. O objetivo é permitir o encerramento gradual das atividades e incentivar a mudança para outros tipos de negócio.

Segundo informações divulgadas sobre o processo de transição, uma parcela significativa das fazendas que mantinham cães destinados ao consumo já encerrou as atividades antecipadamente.

Outro desafio é o destino dos animais que permanecem nas instalações. Autoridades e organizações de proteção animal trabalham para encontrar alternativas de acolhimento e adoção para os cães que ainda estão em fazendas e estabelecimentos ligados à antiga indústria.

A mudança ocorre em meio a uma transformação cultural na Coreia do Sul, especialmente entre as gerações mais jovens, que demonstram menor aceitação do consumo de carne de cachorro.

Com a entrada em vigor da proibição em 2027, o país deverá concluir uma das maiores mudanças relacionadas ao tratamento e à utilização de cães para consumo humano, encerrando legalmente uma indústria que durante muito tempo esteve presente em algumas regiões do país.

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