O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (17) a incorporação de duas novas tecnologias ao Sistema Único de Saúde (SUS) para prevenir complicações causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A vacina Abrysvo, da Pfizer, e o anticorpo monoclonal Beyfortus, da Sanofi, serão incluídos na rede pública de saúde, conforme portaria que será publicada nos próximos dias.
A decisão do ministério segue a recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que na última sexta-feira (14) deu parecer favorável à inclusão das duas estratégias de imunização contra o VSR. A medida visa reduzir o impacto do vírus, responsável por grande parte dos casos de infecções respiratórias graves em crianças.
De acordo com dados da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), o VSR é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite, especialmente em crianças menores de dois anos, e está ligado a até 60% das pneumonias infantis. Nessa faixa etária, a mortalidade em decorrência da infecção é consideravelmente maior, tornando a prevenção fundamental para reduzir hospitalizações e óbitos.
A bronquiolite é uma síndrome respiratória que afeta as vias aéreas e compromete a chegada de oxigênio aos pulmões. O VSR se multiplica rapidamente no sistema respiratório superior, aumentando os riscos de complicações. A introdução da vacina e do anticorpo monoclonal no SUS representa um avanço importante na proteção infantil contra a doença.
Especialistas destacam que a imunização pode aliviar a sobrecarga dos hospitais durante os períodos sazonais de maior circulação do VSR. Além disso, a ampliação do acesso a essas tecnologias permitirá um impacto positivo na saúde pública, reduzindo casos graves e melhorando a qualidade de vida das crianças mais vulneráveis.






