Manaus | 23 de julho de 2026 | 14:55:30

STJ reforça direitos das gestantes: Planos de saúde devem cobrir partos de urgência

Uma recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) fortaleceu a proteção às gestantes ao determinar que os planos de saúde não podem se recusar a cobrir partos de urgência, mesmo quando o contrato firmado prevê segmentação hospitalar sem obstetrícia. A decisão baseia-se na Lei 9.656/1998, que prevê a obrigatoriedade da cobertura para atendimentos de emergência, incluindo complicações na gestação.

COBERTURA OBRIGATÓRIA E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS

A jurisprudência do STJ reforça que a negativa de atendimento por parte dos planos de saúde pode resultar em indenização por danos morais, considerando o sofrimento e a vulnerabilidade das pacientes. Esse entendimento visa garantir que as gestantes recebam o atendimento médico necessário em situações de urgência, independentemente da modalidade do contrato.

O tribunal destacou que a restrição imposta pelos planos de saúde, ao impedir a realização de partos emergenciais, configura prática abusiva. O entendimento segue a linha do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que protege os beneficiários contra a má prestação de serviços de saúde.

RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO HOSPITAL

Outro ponto fundamental da decisão do STJ é o reconhecimento da responsabilidade solidária dos hospitais. As instituições de saúde não podem recusar atendimento de urgência apenas com base nas regras do plano contratado. Essa medida busca garantir que as gestantes tenham acesso imediato ao atendimento necessário, sem burocracia ou negativa indevida.

IMPLICAÇÕES DA DECISÃO

Com essa decisão, os planos de saúde ficam obrigados a cobrir partos de urgência mesmo quando o contrato não inclui obstetrícia. Caso ocorra recusa indevida, a gestante pode buscar reparo judicial e exigir indenização por danos morais.

O posicionamento do STJ reforça a necessidade de respeito à legislação vigente e amplia a segurança jurídica para as beneficiárias de planos de saúde. Essa decisão também serve de alerta para as operadoras, que devem ajustar suas condutas para garantir o direito das usuárias a um atendimento digno e eficaz, especialmente em momentos tão sensíveis como o parto.

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