Um caso inusitado e polêmico abalou a tranquilidade da pequena cidade de Presidente Getúlio, no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Um servidor público lotado na Secretaria Municipal de Saúde foi afastado de suas funções após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, que o flagra em uma atitude considerada obscena dentro de um veículo oficial da prefeitura. O episódio, que viralizou em grupos de WhatsApp e plataformas digitais, gerou indignação entre moradores e levou a administração municipal a agir rapidamente com a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
O Vídeo que Desencadeou a PolêmicaTudo começou em 27 de outubro de 2025, quando um vídeo curto, capturado por uma testemunha que passava pelo local, começou a circular amplamente nas redes sociais. Nas imagens, o servidor, identificado apenas pelas iniciais A.W., aparece sentado no interior de um carro da frota municipal, aparentemente estacionado em via pública durante o horário de expediente. O que chamou a atenção e motivou as denúncias foi o gesto do homem: ele é visto manipulando a região genital, enquanto olha para o celular, em uma ação que muitos interpretaram como masturbação em local público.O vídeo, de baixa qualidade mas explícito o suficiente para gerar repercussão, se espalhou como fogo em palha seca. Moradores de Presidente Getúlio, uma cidade de cerca de 6 mil habitantes conhecida por sua calmaria rural, não esconderam o choque. “É inaceitável que um funcionário público use um carro da prefeitura para isso. Onde está o respeito pelo dinheiro do contribuinte?”, desabafou uma internauta em comentários nas redes. Outros, mais moderados, pediram cautela: “Vamos esperar a investigação. Pode ser um mal-entendido”.
A Versão do Servidor: “Era Só uma Coceira”Em resposta à avalanche de críticas, o servidor A.W. divulgou um áudio em grupos de WhatsApp locais, negando veementemente qualquer conotação sexual no episódio. Segundo ele, o vídeo foi “mal interpretado” e resultado de um problema de saúde crônico que o acometia naquele momento. “Eu estava sentindo dores intensas e coceiras na região urinária, causadas por uma condição médica que já trato há tempos. Foi uma reação involuntária para aliviar o desconforto. Não tinha nada de sexual nisso, juro pela minha família”, afirmou o homem, visivelmente abalado na gravação.A.W., que atua como motorista no setor de saúde, enfatizou que o veículo estava sendo usado para fins oficiais e que o gesto durou apenas segundos. Ele prometeu colaborar com a investigação e pediu privacidade para sua família, que, segundo relatos, também tem sofrido com as acusações anônimas. Amigos próximos ao servidor corroboram sua versão, descrevendo-o como um trabalhador dedicado e pai de família, sem histórico de problemas disciplinares.Ação Rápida da PrefeituraA Prefeitura de Presidente Getúlio não demorou a reagir. Logo após receber a denúncia oficial que chegou via redes sociais e canais de ouvidoria no dia 27 de outubro –, a administração determinou o afastamento imediato do servidor como medida cautelar. No dia seguinte, 28 de outubro, foi publicada a Portaria nº [não especificada nas fontes], formalizando a instauração do PAD. O processo, que pode durar até 60 dias prorrogáveis, visa apurar não apenas o suposto ato libidinoso, mas também o uso irregular do veículo público para fins particulares durante o expediente.Em nota oficial divulgada à imprensa, o prefeito [nome não especificado nas fontes recentes, mas atual administração] reforçou o compromisso com a transparência e a ética no serviço público: “A Prefeitura de Presidente Getúlio não tolera condutas que violem o decoro, a moralidade administrativa ou o bom uso dos recursos públicos.
O PAD será conduzido com total sigilo, imparcialidade e garantia do contraditório. O servidor tem direito à ampla defesa, e os fatos serão apurados com rigor pela comissão designada”.Atualmente, o procedimento está na fase de citação do investigado para apresentação de defesa escrita. Durante o afastamento, A.W. permanece à disposição da Secretaria de Saúde, cumprindo expediente em local determinado pela prefeitura, mas sem contato direto com o público ou uso de veículos oficiais.Contexto e ImplicaçõesO caso ganha contornos ainda mais delicados por envolver um servidor de saúde em uma região onde o sistema público é essencial para comunidades rurais. Presidente Getúlio, com sua economia baseada na agricultura e pecuária, depende de uma administração eficiente para manter a confiança da população. Especialistas em direito administrativo consultados pelo ND Mais apontam que, se comprovado o ato obsceno, o servidor pode enfrentar penalidades que vão de suspensão a demissão, conforme o Estatuto dos Servidores Públicos de Santa Catarina.Por outro lado, se a defesa de A.W. for aceita – com laudos médicos comprovando a condição de saúde –, o episódio pode ser arquivado como um mal-entendido. “Casos assim destacam a importância de não julgar precipitadamente nas redes sociais”, comentou um advogado local ao portal GCD.A população de Presidente Getúlio acompanha o desdobramento com expectativa. Enquanto isso, o vídeo continua circulando, alimentando debates sobre privacidade, saúde mental no trabalho e o uso indevido de bens públicos. O PAD deve trazer respostas definitivas nas próximas semanas.






