Sem aulas desde o dia 17 de março por causa da pandemia de coronavírus, mais de 10 mil alunos da universidade Uninorte reclamam que a instituição se nega a reduzir o valor das mensalidades, tampouco adiar o pagamento de boletos.
A denúncia foi feita por um grupo de alunos que organizou uma petição on-line com quase dez mil assinaturas. Eles defendem a redução no valor das mensalidades até que as aulas voltem ao normal.
Segundo os estudantes, a paralização das aulas afeta todos os cursos da instituição. No dia 19 de março, a Uninorte divulgou endereços eletrônicos para tirar dúvidas dos alunos, porém os links não funcionam, enviando apenas respostas computadorizadas.
Os estudantes que desejam trancar a faculdade também não são atendidos pela instituição, pois a Uninorte está fechada e sem atendimento presencial. No serviço de call center, por meio do telefone 3213-5000, existe apenas a mensagem pré-gravada, sem atendimento de telefonistas.
Em um manifesto que circula nas redes sociais e aplicativos de mensagens, os alunos dizem que são trabalhadores informais e funcionários de empresas afetadas pela crise do coronavírus. Muitos estudantes alegam que perderam o emprego ou tiverem os salários reduzidos, por isso tentam negociar, sem sucesso, as dívidas com a universidade.
Na Assembleia Legislativa do Amazonas começou a tramitar, na semana passada, um projeto de lei que reduz em até 30% o valor das mensalidades em faculdades e escolas particulares cujas aulas estão paralisadas.
A proposta segue um modelo adotado nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde o corte no valor das mensalidades está sendo discutido desde a semana passada nas assembleias legislativas.
No Amazonas, o projeto tem autoria coletiva e deve ser levado à votação nesta semana, segundo informou a assessoria de Comunicação do Legislativo Estadual.
O portal a Repórter procurou nesta segunda-feira (06/04) a Uninorte para comentar a denúncia feita pelos estudantes, mas até o fechamento desta reportagem não tivemos resposta.








