Manaus | 2 de agosto de 2026 | 08:25:06

Randolfe retira PL que impediria controle do senado por Bolsonaro

Foto:Reprodução

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) decidiu retirar, na última segunda-feira(9), o polêmico projeto de lei que havia apresentado uma semana antes e que poderia dificultar os planos de Jair Bolsonaro de controlar o Senado a partir de 2026. O projeto, que propunha mudanças na forma de eleição dos senadores durante a renovação de 2/3 da Casa, foi retirado por Randolfe sem uma justificativa oficial. No entanto, ele explicou a aliados que decidiu tratar o tema de maneira mais ampla e qualificada em um outro projeto de reforma eleitoral, relatado pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), que abrange uma série de mudanças no sistema eleitoral do país.

A proposta de Randolfe alterava as regras de votação nas eleições para o Senado quando ocorre a renovação de 2/3 dos senadores, como está previsto para as eleições de 2026. Segundo o projeto, em estados com a eleição de dois senadores, o eleitor teria direito a votar apenas em um candidato, e os dois mais bem votados seriam eleitos. Atualmente, os eleitores votam em dois nomes para o Senado e os dois mais votados são escolhidos.

Se aprovado, o projeto de Randolfe poderia prejudicar os planos de Jair Bolsonaro, que visa eleger um número significativo de senadores em 2026, especialmente em estados com forte presença conservadora. O ex-presidente almeja alcançar a maioria no Senado, o que facilitaria a aprovação de um possível impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, Bolsonaro tem planos de lançar seus familiares, como seus filhos Eduardo Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, ao Senado, fortalecendo a bancada de direita.

Embora o projeto tenha sido retirado, a discussão sobre a reforma eleitoral segue como uma questão relevante para o futuro político do país, e Randolfe deverá abordar o tema de forma mais aprofundada dentro do contexto de uma reforma mais ampla. A retirada do PL também foi vista como uma estratégia para evitar desgastes políticos, já que a proposta gerava controvérsias sobre a sua viabilidade e os possíveis impactos sobre o equilíbrio das forças políticas no Senado.

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