MANAUS (AM) – O Amazonas registra hoje um marco histórico no atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com uma população estimada em 43.983 pessoas com diagnóstico de autismo, o que representa 1,1% dos amazonenses, o Governo do Estado consolidou uma rede de proteção que une saúde, educação e cidadania, garantindo que o suporte chegue tanto à capital quanto ao interior.
A estratégia ganhou um reforço fundamental nesta semana com a inauguração do Centro de Atenção Integral Juventude TEA. O novo espaço foca em uma faixa etária frequentemente desassistida: jovens de 12 a 18 anos. A unidade se soma aos três Centros de Atenção Integral à Criança (Caics) especializados já inaugurados nos últimos 12 meses, formando um cinturão de atendimento multiprofissional.
Resultados na Ponta
Desde junho de 2025, a nova política pública de saúde já contabiliza mais de 40 mil sessões terapêuticas. São atendimentos multidisciplinares que incluem psicologia, fonoaudiologia e fisioterapia em ambientes projetados para o desenvolvimento cognitivo e social.
Para as famílias, o avanço é palpável. “Estava faltando isso na nossa cidade, essa ampliação do atendimento para os nossos filhos. Fico muito feliz e aliviada”, relatou Euzilane Vieira, de 41 anos, mãe de uma criança assistida pela rede estadual.
Documento que Abre Portas
No campo da cidadania, a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea) tornou-se uma ferramenta de dignidade. Gratuita e com validade nacional, o documento facilita o acesso a serviços prioritários e benefícios como o vale-transporte.
Somente em 2026, mais de 1,1 mil carteiras foram entregues. Marina Valéria, mãe do pequeno Gabriel, de 4 anos, conta que o documento transformou a rotina: “Com a Ciptea, pude emitir o cartão de transporte para as terapias e agora contamos com muitos lazeres, como levar ele ao cinema”.
Inclusão Escolar e Qualificação
A proteção se estende às salas de aula e ao mercado de trabalho. O Governo do Amazonas hoje oferece:
Mediadores escolares: Acompanhamento para alunos autistas no ensino regular.
Educação Especial: Unidades como a Escola Estadual Mayara Redman Abdel Aziz prestam apoio específico e técnico.
Capacitação via Cetam: Oferta de cursos para formar Auxiliares em Terapia ABA e Agentes de Inclusão, qualificando profissionais para atender à crescente demanda social.
Além disso, o esporte inclusivo através do programa Pelci garante que jovens com TEA participem de atividades físicas com atenção especializada, reforçando que a inclusão no Amazonas agora é uma política de Estado permanente.








