Manaus | 6 de agosto de 2026 | 14:37:56

Polícia suspeita que babá tenha sido morta dentro de casa 

A babá Geovana Costa Martins, de 20 anos, encontrada morta em uma área de mata na Zona Oeste de Manaus, pode ter sido assassinada dentro da casa onde morava com a patroa, Camila Barroso, disse a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). A suspeita é de que a jovem foi espancada e torturada na residência antes de ter o corpo levado para o matagal. 

A polícia afirmou que Geovana foi dada como desaparecida em 19 de agosto. O corpo dela foi encontrado no dia seguinte, no bairro Tarumã, e identificado no domingo (25). A principal suspeita do crime, Camila Barroso, foi presa na quarta (28).

Conforme a delega Marília Campello, que conduz as investigações sobre o assassinato, há vários indícios que apontam que Geovana morreu na casa onde morava com Camila, entre elas, fotografias tiradas no dia da morte da babá que a mostram com o rosto cheio de hematomas, possíveis sinais da tortura que sofreu. 

As fotos teriam sido tiradas pelo celular da própria vítima e encontradas por familiares da jovem após serem salvas automaticamente em um serviço de armazenamento online utilizado por Geovana. A partir disso, a família iniciou a busca pela jovem, informou a delegada.

Ainda de acordo as investigações, a casa onde elas moravam era um imóvel alugado e usado como ponto de prostituição. Lá, era o local onde a jovem sofria constantes ameaças e era obrigada pela patroa a fazer programas sexuais. 

“Ela foi aliciada por uma vida de balada e bebida, mas depois a Camila passou a obrigá-la a ficar lá. Não deixava mais a moça sair, embora ela quisesse, e era explorada sexualmente”, contou Marília Campello.

Ao longo das investigações a polícia disse também ter identificado que havia outras meninas que eram exploradas sexualmente no local, mas apenas Geovana Costa mantinha a casa como residência fixa. 

A polícia também informou que o outro suspeito de participação no crime, identificado como Eduardo Gomes da Silva, que atualmente está foragido, era filho da proprietária do imóvel alugado por Camila Barroso. O homem teria sido responsável por levar o corpo da babá até a área de mata no bairro Tarumã. 

“O carro pertencia a Eduardo e já havia sido vendido para outra pessoa. Porém, o suspeito emprestou o veículo e devolveu após o desaparecimento de Geovana. O carro foi entregue higienizado ao novo proprietário, que já prestou depoimento e o automóvel será submetido a perícia”, explicou Campello.

Ainda não há informações sobre a motivação do crime, mas a causa do óbito de Geovana foi apontada como traumatismo craniano.

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