Após a ampla circulação do vídeo divulgado pelo coach e influenciador Pablo Marçal, que alegava multas a caminhões por falta de nota fiscal de materiais destinados ao Rio Grande do Sul, a Polícia Federal (PF) abriu uma investigação para apurar possíveis crimes relacionados à disseminação de informações falsas sobre as ações dos governos federal, estaduais e municipais durante as enchentes no estado. Entre as supostas fake news disseminadas estão a exigência de nota fiscal para doações, multas a veículos de resgate, necessidade de licença para pilotar embarcações e jetskis, e fiscalização de refeições embaladas.
Também estão sob investigação publicações feitas nas redes sociais pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), além de outros influenciadores, incluindo o coach Pablo Marçal.
Eduardo Bolsonaro afirmou nas redes sociais que o governo federal demorou quatro dias para enviar ajuda ao Rio Grande do Sul. Enquanto Pablo Marçal alegou, em um vídeo publicado no domingo (5), que a Secretaria da Fazenda do RS estava impedindo a distribuição de alimentos e refeições embaladas ao barrar caminhões de doação. “A Secretaria da Fazenda do Estado está impedindo a distribuição de alimentos. Não estão deixando distribuir comida, refeições embaladas”, afirmou Marçal. “Este é um ano político, a mídia não vai mostrar o que está acontecendo corretamente”, completou Marçal.
Cleitinho compartilhou o conteúdo de Marçal e fez outro vídeo, com insultos: “Canalhas! Pegam essas notas fiscais e as levam para o quinto dos infernos. Se vocês não podem ajudar, não atrapalhem quem está ajudando!”.
Os governos estadual e federal do Rio Grande do Sul desmentiram o vídeo de Marçal. Autoridades temem que as doações parem de chegar ao estado devido às fake news. Após essas publicações, o senador e o deputado federal republicaram em suas redes sociais vídeos que refutam o conteúdo como falso.






