Um laudo grafotécnico apontou falsificações em documentos trabalhistas atribuídos ao ex-apresentador da TV Globo, Cid Moreira, conhecido por sua longa trajetória à frente do Jornal Nacional.
Segundo a perícia assinada por Cláudio da Silva Cordeiro, foram identificadas inconsistências nas assinaturas de documentos como aviso prévio, carteira de trabalho e termo de rescisão de contrato. O especialista destacou variações na inclinação, pressão gráfica, ritmo de execução, angulação e espaçamento, elementos que divergiriam do padrão gráfico de Cid Moreira.
Quem poderia se beneficiar desse tipo de falsificação geralmente são:
- O próprio trabalhador ou ex-funcionário – no caso, Cid Moreira poderia tentar receber valores indevidos, como:
Indenizações trabalhistas maiores do que as devidas.
Diferenças de férias, 13º salário ou salários não pagos.
Benefícios relacionados à aposentadoria ou tempo de serviço.
- Terceiros envolvidos – se alguém forjou os documentos para favorecer Cid Moreira ou outra pessoa, poderia se beneficiar financeiramente ou em relação a direitos jurídicos, mas isso depende do contexto da fraude.
Em casos assim, a justiça investiga se houve intenção de receber valores indevidos ou burlar regras trabalhistas. O objetivo da perícia é comprovar se os documentos são autênticos e, se forem falsificados, quem efetivamente se beneficiou da falsificação.
A defesa do jornalista contesta a conclusão da perícia e afirma que apresentará contraprovas. O processo segue em andamento na Justiça, que avaliará o peso do laudo em relação às demais evidências apresentadas.






