A dor de 15 facadas e dias em coma não silenciou Alana Anísio Rosa. Pelo contrário, a jovem de 20 anos reapareceu nas redes sociais com uma missão clara: garantir que seu agressor seja punido e que nenhuma outra mulher passe pelo que ela viveu.
Em um vídeo emocionante publicado no perfil de sua mãe, Alana convocou a sociedade civil, movimentos de mulheres e apoiadores para um ato público de resistência e pedido de justiça. A manifestação está marcada para o dia 15 de abril, data da primeira audiência de instrução do caso.
O Grito por Justiça
O encontro acontecerá a partir das 14h, em frente ao Fórum Regional de Alcântara (Fórum do Colubandê), em São Gonçalo. O objetivo da mobilização é pressionar as autoridades e dar visibilidade ao processo contra o vizinho que a atacou em 6 de fevereiro, por não aceitar a recusa de um relacionamento.
“Decidi expor minha história para que meu caso não seja esquecido e para encorajar outras mulheres”, afirmou Alana no vídeo que já soma milhares de visualizações e mensagens de apoio.
Relembre o Crime
Alana foi surpreendida dentro da própria casa após retornar da academia. O agressor agiu com extrema crueldade, desferindo dezenas de golpes de faca. A jovem só sobreviveu graças à chegada oportuna de sua mãe e ao atendimento médico de emergência que a manteve em coma induzido por semanas.
O suspeito permanece preso preventivamente, mas a família teme que a lentidão da justiça ou a falta de visibilidade possam beneficiar o réu. “A Alana é um milagre vivo, e agora esse milagre quer justiça”, dizem familiares.
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