Manaus | 19 de outubro de 2026 | 18:34:34

Pedreiro diz que matou a patroa porque não recebeu R$ 300,00

O suspeito agrediu violentamente a vítima com golpes de faca, enxada e jogou rejunte no rosto e nas partes íntimas de Luzia.

Manaus – Após dois dias de investigações, a Polícia Civil prendeu o suspeito de ter assassinato brutalmente a empresária Luzia dos Santos Silva, de 46 anos. O crime aconteceu no último domingo (24), dentro da casa da vítima, localizada na rua Sapeaçu, no bairro do Lírio do Vale, na Zona Oeste de Manaus.
O pedreiro Antônio Augusto de Oliveira, de 44 anos, foi preso na casa do tio, situada na Comunidade Grêmio do Tuiué, no município de Manacapuru (a 86 quilômetros da capital).
O suspeito desferiu vários golpes de faca e de enxada na empresária. Além disso, para completar a brutalidade, ele jogou rejunte no rosto e nas partes íntimas de Luzia.
Á polícia, o Antônio relatou que a vítima devia a ele um valor de R$ 300 referente a um serviço prestado na casa da mulher.
Durante coletiva de imprensa, a delegada Marilia Campelo, adjunta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), contou detalhes do assassinato e sobre o depoimento de Antônio.
“Ele diz que trabalhava como pedreiro na casa dela e recebia semanalmente, mas no sábado não havia recebido o pagamento. Porém, acabou descobrindo que ela havia pagado os outros trabalhadores e com isso se revoltou e foi cobrar a vítima no domingo. Durante a ação, ele pegou uma faca e desferiu golpes no pescoço dela. Depois pegou uma enxada e atingiu a cabeça da vítima, que morreu sem a mínima possibilidade de defesa”, explicou a delegada.
Segundo o delegado Paulo Martins, titular da DEHS, após o crime, Antônio fugiu levando as câmeras de segurança da casa, onde mostravam ele entrando e saindo do imóvel. Além disso, ele também levou roupas que a vítima revendia.
Ele afirmou em depoimento que iria vender os produtos para “tirar o prejuízo” já que não tinha recebido o pagamento. Sobre a suspeita de violência sexual, Antônio negou que tenha estuprado a vítima.
Entretanto, segundo a delegada Marilia Campelo, somente o laudo do Instituto Médico Legal poderá afirmar se teve ou não a violência sexual.
Antônio Augusto foi indiciado por homicídio. Paulo Martins destacou que irá representar junto à justiça a conversão do mandado de prisão temporária para preventiva.

Foto: Kennedson Paz

Fonte: Em Tempo

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