A recente tragédia em Itumbiara chocou o estado e o país: um homem, após descobrir uma traição, retornou para casa, tirou a vida dos próprios filhos e, em seguida, a sua própria. O cenário de horror, que deveria gerar apenas luto e repúdio absoluto ao ato de covardia, abriu espaço para um fenômeno social perverso: a busca por “justificativas” no comportamento da mãe. Nas redes sociais e conversas de esquina, o foco saiu do assassino e caiu sobre a conduta da mulher. O argumento silencioso (ou barulhento) é quase sempre o mesmo: “Se ela não tivesse traído, ele não teria feito isso”.
A falácia da “reação natural”
Precisamos dar nome aos bois: traição é uma quebra de acordo moral e emocional. É doloroso? Sim. É humilhante? Pode ser. Mas traição não é sentença de morte. No caso de Itumbiara, as crianças, seres vulneráveis que nada tinham a ver com o conflito do casal, foram usadas como instrumentos de vingança. Tentar associar esse crime bárbaro à infidelidade conjugal é uma tentativa de aliviar o peso da culpa de quem apertou o gatilho e transferi-lo para quem sobreviveu à perda.
Onde estão as mulheres assassinas?
Mulheres são traídas todos os dias. São trocadas, abandonadas e humilhadas publicamente. Elas choram, fazem terapia, brigam na justiça e, na esmagadora maioria das vezes, continuam sendo o porto seguro dos seus filhos. Se a traição fosse um gatilho legítimo para o infanticídio, a humanidade já teria acabado, pois o mundo estaria despovoado. Onde estão os carrosséis de notícias de mães que, ao descobrir um chifre, tiram a vida dos próprios filhos para “punir” o marido? Eles quase não existem. Porque a mulher, historicamente, aprendeu a carregar a dor sem destruir o que é sagrado.
A fraqueza não é justificativa
Atribuir a morte de crianças à “dor de um homem traído” é romantizar a covardia extrema. Matar quem não pode se defender não é um ato de desespero por amor, é um ato de posse e egoísmo. Se um homem não teve estrutura emocional para lidar com a rejeição ou com a quebra de confiança, a falha é de seu caráter e de sua saúde mental, não da conduta alheia. É hora de parar de procurar “motivos” no comportamento das vítimas para explicar a crueldade dos agressores.







Respostas de 2
Pura verdade, homem sexo forte, mulheres frágil, mas e quem segura todas as dores e se refaz a cada dia a cada história e não desisti porque tem sempre alguém que depende dela . Sempre conseguimos levantar do pó e dá a voltar e ficar de pé. E fácil achar culpado por rá crime desse , e tão egoísta que usou os próprios filhos pra que a mãe se senta culpada pro resto da vida. Que Deus conforte o coração e a vida dela .
Pura verdade, homem sexo forte, mulheres frágil, mas e quem segura todas as dores e se refaz a cada dia a cada história e não desisti porque tem sempre alguém que depende dela . Sempre conseguimos levantar do pó e dá a voltar e ficar de pé. E fácil achar culpado para crime desse , e tão egoísta que usou os próprios filhos pra que a mãe se senta culpada pro resto da vida. Que Deus conforte o coração e a vida dela .