Manaus | 22 de agosto de 2026 | 06:25:54

O colapso da indústria açucareira cubana reflete a crise alimentar

Cuba, que já produziu milhões de toneladas de açúcar, espera produzir apenas 300.000 toneladas métricas do adoçante em 2025, de acordo com relatos da mídia provincial, enquanto luta para encontrar recursos para plantar cana, em um amargo símbolo do declínio da agricultura na ilha caribenha.
O açúcar foi por muito tempo o “rei” em Cuba, com cem moinhos produzindo açúcar bruto para consumo interno e exportação. No entanto, as carências de combustível, fertilizantes, maquinário e mão de obra que afetam o setor agrícola em geral têm prejudicado especialmente a indústria açucareira, com recordes sucessivos de produção muito abaixo da média.

A produção de cana-de-açúcar em Cuba é dominada por moinhos estatais na economia socialista do país. Este ano, com a redução da plantação de cana, apenas 15 moinhos estarão abertos para a produção de açúcar, um recorde de baixa, em comparação com os 24 moinhos do ano anterior, conforme anunciou o governo, que viu o primeiro moinho abrir nesta semana.

“Precisamos plantar cana”, afirmou o vice-presidente Salvador Valdés na província central de Camaguê, no final de novembro, uma região que está prevista para produzir 10.000 toneladas, em comparação com as até 200.000 toneladas do passado.

“A primeira coisa é a cana. Se houver cana, haverá colheita, mas temos cada vez menos cana”, disse Valdes.
O governo ainda não divulgou a produção da última safra, que a Reuters estimou em um recorde de 300.000 toneladas métricas de açúcar bruto, com base em reportagens de jornais provinciais do Partido Comunista e fontes.
Esse número é similar à produção do final dos anos 1800.
Dez das 13 províncias produtoras de açúcar relataram planos de produção este ano semelhantes à produção da última safra.

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