Manaus | 18 de julho de 2026 | 21:35:48

Neymar, sexo sem camisinha e o “adesivo milagroso”: mito ou verdade?

Recentemente, a acompanhante de luxo Any Awuada afirmou ter recebido R$ 20 mil para participar de uma festa privada com o jogador Neymar e seus amigos, em uma chácara no interior de São Paulo. Entre as declarações polêmicas, ela afirmou que o jogador não usou preservativo e teria justificado o ato dizendo utilizar um “adesivo contraceptivo”.

Além disso, Any disse não correr risco de engravidar porque urinou logo após a relação. Mas, afinal, existe um adesivo anticoncepcional masculino? E fazer xixi realmente evita a gravidez? Especialistas esclarecem essas questões.

Urinar após a relação sexual previne a gravidez?

Especialistas são categóricos: urinar após o sexo não impede uma gravidez. Quando há ejaculação dentro da vagina, os espermatozoides se deslocam rapidamente para o colo do útero, e o ato de urinar não interfere nesse processo. Isso porque a urina é expelida pela uretra, um canal separado do sistema reprodutor feminino.

Ou seja, essa prática não tem qualquer eficácia contraceptiva. O que ela pode ajudar, no entanto, é a prevenção de infecções urinárias, pois auxilia na eliminação de bactérias da região íntima.

Adesivo contraceptivo para homens existe?

Não. Atualmente, não há adesivos contraceptivos masculinos aprovados para uso. Os únicos métodos disponíveis para homens são preservativos e vasectomia.

Embora existam pesquisas em andamento para desenvolver contraceptivos hormonais para homens, como injeções e pílulas, nenhum deles foi aprovado para comercialização. Assim, a alegação de Neymar, segundo Any, não tem respaldo científico.

A importância do uso de preservativos

O preservativo continua sendo a melhor forma de prevenir tanto a gravidez indesejada quanto infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HIV, sífilis, gonorreia e clamídia. Especialistas alertam que negligenciar esse método pode trazer riscos graves à saúde.

As declarações da acompanhante reacenderam o debate sobre educação sexual e desinformação. Práticas como urinar após o sexo não impedem a gravidez, e contraceptivos masculinos como adesivos ainda não existem.

O caso reforça a importância de informações corretas sobre saúde reprodutiva, além da necessidade de métodos contraceptivos seguros e eficazes.

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